Assembléia de Deus de Bom Jesus de Goiás

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O PROGRESSO ESPIRITUAL DO APÓSTOLO PAULO


LIÇÃO 04 – 28 DE OUTUBRO DE 2012

“O PROGRESSO ESPIRITUAL DO APÓSTOLO PAULO”

TEXTO ÁUREO

“Mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía”. Gl 1.23

VERDADE APLICADA

Cada cristão tem o dever de ajudar espiritualmente ao seu semelhante.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1. Acompanhar, pelos registros de Atos, o desenvolvimento espiritual de Paulo;

2. Apresentar o zelo evangelístico de Paulo;

3. Conhecer a sua dificuldade de permanecer em Jerusalém.

GLOSSÁRIO

Supracitado: mencionado acima ou anteriormente;

Dissidentes: aqueles que divergem nas opiniões;

Resignada: conformada;

HINO SUGERIDO

175; 196; 327.

TEXTO DE REFERÊNCIA

At 9.20 - E logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus.

At 9.21 - E todos os que o ouviam estavam atônitos, e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?

At 9.25 - Tomando-o de noite os discípulos o desceram, dentro de um cesto, pelo muro.

At 9.26 - E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo.

At 9.27 - Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus.

At 9.28 - E andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo,

INTRODUÇÃO

Depois que Paulo reconfigurou a sua mente através da sua conversão a Cristo, o que não levou muito tempo, dada a sua vontade inquebrantável de crescimento, ele passou a viver de acordo com as suas novas convicções. Isso evidenciou a profunda transformação que sofreu no caminho de Damasco, e essa transformação, a cada tempo, tanto mais se evidenciava. Será estudado aqui como se processou o desenvolvimento espiritual de Paulo.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
2 Co 11.32
Rm 16.4
Gl 1.8
QUINTA
SEXTA
SABADO
Pv 1.20
Pv 2.7
Pv 4.5

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1.   O esforço evangelístico de Paulo

2.   Fugindo de Damasco

3. Chegada de Paulo a Jerusalém e a sua partida

Conclusão

 1. O ESFORÇO EVANGELÍSTICO DE PAULO

A convivência com os irmãos de Damasco era muito boa, disso ninguém duvida, mas Paulo era uma pessoa com o temperamento e a vontade de demonstrar gratidão a Deus, e crescer espiritualmente. Sentia a necessidade de compartilhar tão logo a sua dramática conversão, e quem de fato era Jesus de Nazaré.

1.1.  Pregando nas sinagogas (At 9.20)

O autor de Atos omite o fato  de Paulo ter viajado para Arábia, mas Paulo, ao escrever aos gálatas informa que, três anos após a sua conversão, ele foi das regiões da Arábia para Jerusalém (GI1.17-18)Entretanto, no texto supracitado, Paulo expõe o fato de ter estado em Damasco novamente e conforme os maiores detalhes escritos por Lucas lá esteve pregando. Fica uma pergunta no ar: Por que teria Paulo ido à Arábia e, o que ficou fazendo naqueles três anos? Embora não tenhamos detalhes, sabemos que ele ali parou para refletir sobre a sua decisão visando-a fortalecer. Todavia é certo que ele procurou falar de Jesus causando algum tipo de problema na Arábia. Por isso retornou a Damasco, e, aos sábados, vestia-se com os trajes de fariseu e, indo às sinagogas, dali pregava acerca de Jesus ressuscitado.

1.2.  O espanto dos que o ouviam (At 9.21)

Os comentários sobre a conversão de Paulo se tomaram notórios no seio da igreja (GI 1.23). Era uma enorme surpresa ouvir o jovem Paulo muito bem trajado como fariseu, aos sábados nas sinagogas de Damasco. Ele era um ótimo orador, mas ouvi-lo, agora, apresentando o Nazareno morto na cruz, como o Cristo prometido, causava espanto. Afinal não era Paulo aquele que antes  recebera cartas para prender os dissidentes? Como agora procura convencer que esse Jesus é Cristo? Realmente o espanto e a confusão impregnavam a lateia.

1.3.   Seu esforço apologético (At 9.22)

Paulo se esforçava para convencer os membros das sinagogas locais de Damasco, quanto à messianidade de Jesus de Nazaré. E, inicialmente, ele encontrava certa dificuldade, por causa da incredulidade e, possivelmente, das muitas altercações por parte dos ouvintes mais conservadores. Entretanto, com o passar do tempo, observamos que Paulo se fortalecia cada vez mais, quer dizer, mais em graça, e mais em argumentação e persuasão, de maneira que seus ouvintes começaram a ficar confusos quanto a sua opinião original. O ser humano pode chegar a conhecer a verdade, mas preferir a tradição na qual recebeu dos seus pais, ou mesmo por uma questão de orgulho se recusar a mudar da opinião que tanto creu, ensinou, ou discutiu. Por isso o texto de Lucas nos diz que "se esforçava muito mais" num esforço apologético.

A maior barreira encontrada por Paulo era o terror que havia espalhado quando perseguidor. Para servir a Deus ele teve de andar na contramão de tudo o que viveu para crer. Podemos observar que, desde cedo, Pauto se definiu por uma carreira evangelística em sua vida cristã. Embora inicialmente não haja nenhum registro de um trabalho substancial seja na Arábia, em Damasco ou Jerusalém. Todavia uma coisa ia ficando cada vez mais nítida na pessoa de Paulo, era a sua disposição evangelística sacrificial por amor a Cristo. O que tornou um ensaio para a evangelização no mundo pagão do Império Romano.

 
2. FUGINDO DE DAMASCO

Quando se entende que o governante de Damasco era alguém delegado pelo rei Aretas IV, da Arábia, conclui-se facilmente que a estada de Paulo de Tarso lá na Arábia não foi tão tranquila como se imagina. Sua própria palavra define como foi “Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem” (2Co 11.32). O contexto imediato do que Paulo trata escrevendo aos coríntios fala das humilhações, perseguições, açoites, fugas, etc., vividas ao longo de seu ministério exatamente nessa época. Assim, pode-se supor que essa indisposição não foi apenas por causa de seu trabalho em Damasco, mas na Arábia também.

2.1. Conselho de morte (At 9.23,24)

A pregação de Paulo era forte, persuasiva, e cheia de poder. Ela deixava alguns confusos, convencia a outros e o resultado é que, com o passar dos dias, ele se tornava cada vez mais influente. Vendo que Paulo caia na graça de muitos, e que, com uma pregação convincente, crescia cada vez mais, os religiosos judeus, reunidos em conselho local, concluíram que nada havia que pudesse ser feito, senão eliminarem Paulo. E importante lembrar que o Príncipe deste mundo não ficaria de braços cruzados à medida que o seu reino estava sendo saqueado, ele reagiria tentando corromper ou eliminar o servo de Deus a ele dedicado. Caso não conseguisse, dificultaria ao máximo para que o obreiro de Cristo desistisse de fazer a obra de Deus.

2.2. A fuga de Paulo (At 9.25)

Havia um entrosamento muito firme entre Paulo e os discípulos dali de Damasco, e, pelo risco que eles assumiram em salvá-lo, isso ficou claramente demonstrado. Paulo não era diferente de seu mestre. Sua influência fazia com que muitos o odiassem, mas também fazia com que vários outros fossem capazes de arriscar a própria vida por ele (Rm 116.4). Quando Paulo teve conhecimento do estratagema contra sua vida teve de fugir, mas, qual o por que de tudo isso? A resposta está no seu trabalho que: incomodava, crescia, e se fortalecia cada vez mais. Como dizem por aí: "ninguém chuta um cão morto".

2.3. De Damasco para o mundo (At 9.23-24)

Os detalhes da fuga de Paulo são interessantes, o sucesso dela dependeu da cumplicidade e ajuda dos irmãos dali, observe que ele escapou à noite, pelo muro da cidade, num cesto descido através de uma corda. A partir de então, o que se sabe é que ele foi para Jerusalém, onde sua vida foi marcada pela atividade evangelizadora nos anos seguintes. Ainda que, aparentemente em algum momento de sua história, não tenha sido bem sucedido, seu exemplo vívido permanece como fonte de inspiração a todos os missionários posteriores.

Com a fuga de Paulo da cidade de Damasco para escapar da morte, aprendemos que em momentos de perseguição, devemos fugir para preservação da vida, evidentemente. E o Senhor Jesus mesmo disse, "se vos perseguirdes em uma cidade, fujam para outra". Fazer isso nada tem a ver com covardia ou falta de fé, e sim, colaborar com a economia divina. Afinal, mais vale um discípulo produtivo vivo do que morto, visto que o morto não adora a Deus nesse mundo e nem fala de Jesus em lugar nenhum!

3. CHEGADA DE PAULO A JERUSALÉM E A SUA PARTIDA

Dentre tantos lugares que Paulo poderia ter ido pelo vasto Império Romano, em sua fuga, ele decidiu ir a Jerusalém. Mas com que interesse? O que fica claro, conforme narrou posteriormente, era que ele tinha como objetivo primário que era o de ver Pedro (Gl 1.18). Todavia, por algum motivo, não o encontrou de imediato, encontrando apenas dificuldades com alguns irmãos que não tinham certeza da sua genuína conversão.

 3.1. A dificuldade de entrosamento (At 9.26)

Para os cristãos de Jerusalém, a conversão de Paulo não passava de "fachada" para tentar aprisionar depois. Alias, a sua conversão, de certa maneira, era algo recente e os traumas relacionados à pessoa dele eram enormes. Então, Paulo procurava se ajuntar a eles, porém eles com medo evitavam. Ele já havia sido beneficiado pela oração de Estevão, pela acolhida calorosa e perdoadora de Ananias, mas faltava alguém que lhe servisse de conexão para ajudá-lo quanto à dificuldade de entrosamento. Havia um motivo sério que impedia as pessoas dele se aproximar, posto que muitas feridas ainda estivessem abertas na vida de algumas famílias cristãs de Jerusalém. Entretanto, é difícil entender como em alguns lugares, certos novos convertidos e crentes, Vindos de outras cidades distantes não conseguem entrosamento, porque alguns grupos da igreja local se cristalizam em torno de si impedindo a integração de novatos ou recém-chegados.

3.2. Barnabé o apresenta aos apóstolos (At 9.27-28)

Barnabé era um líder de elevada estatura espiritual "que insistia em crer no melhor dos outros". Era certo que ele evitou Paulo quando ainda era um perseguidor, mas agora, ao saber que se convertera, deixou aflorar as boas lembranças de um conhecimento anterior, de um tempo possível em que estudaram juntos. E certo que ele averiguou a história recente da conversão e tomou conhecimento da palavra profética de Ananias: de que Paulo era um vaso escolhido para anunciar o nome do Senhor. Diante de tantas evidências, ou seja, de como Paulo vira o Senhor e lhe falara da sua disposição em anunciar ousadamente no nome do Senhor, Barnabé fez a ponte, servindo de conexão entre os apóstolos e Paulo. Foi a partir daí que Paulo passou andar com eles em Jerusalém, entrando e saindo.

3.3. Seu retorno a Tarso (At 9.29-31)

Paulo era "sui generis", quer dizer, uma pessoa muito peculiar. Não se acomodava a rotinas, era ousado e como tal anunciava nome de Jesus. Essa coragem colocava constantemente em risco, principalmente quando decidiu falar e disputar contra os helenistas, os judeus de fala grega a quem Estevão antes tivera também testemunhando de Jesus. Quando os irmãos souberam que os helenistas procuravam matá-lo, aí decidiram o aconselhar deixar Jerusalém e o acompanharam até Cesaréia onde havia um porto construído por Herodes. Então partiu Paulo para Tarso, sua terra natal, e os irmãos puderam respirar aliviados, pois senão ele teria o mesmo destino de Estevão.

Agora pensemos em Barnabé, ele foi uma bênção e um instrumento eficaz para eliminar toda a suspeita quanto à pessoa de Paulo e em relação à conversão dele, possibilitando assim a sua comunhão com os apóstolos que estavam em Jerusalém. Na qualidade de obreiro, Barnabé, jamais deixou a desejar pelo fato de crer e dar oportunidade a Paulo, e é assim que os líderes da casa do Senhor devem agir, esquecendo o passado descrente da pessoa, mas buscando crer e dar a oportunidade de desenvolvimento aos que chegam depois. Isso não nos isentará de termos outras decepções. Porém nos dará a possibilidade de colher preciosa joia para o trabalho do Senhor, como foi Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios.

CONCLUSÃO

O progresso espiritual de uma pessoa é evidenciado pela sua forma de proceder. Qualquer pessoa pode experimentar progresso ou retrocesso espiritual. Paulo demonstrou seu progresso de algumas maneiras como foi visto nesta lição. Que possamos seguir suas pegadas corajosas, para continuar nosso progresso espiritual.

QUESTIONÁRIO
 

1. Depois da sua conversão onde Paulo esteve por uns três anos?


R. Na Arábia.

 
2. O que Paulo fazia aos sábados em Damasco?

 
R. Pregava nas sinagogas.

 
3. Por que Paulo causava espanto?

 
R. Porque antes perseguia a igreja, mas agora procurava convencer os judeus de que Jesus é o Cristo.
 
4. Qual o porquê da fuga de Paulo de Damasco?

 
R. No seu trabalho que incomodava, crescia e se fortalecia cada vez mais.

 
5. Cite uma ou mais evidências que demonstram o progresso espiritual de Paulo:

 
R. Através do seu esforço em falar de Jesus.

 

 

Fontes:

Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,

Revista: APÓSTOLO PAULO – Editora Betel - 4º Trimestre 2012 – Lição 04.

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