Assembléia de Deus de Bom Jesus de Goiás

Assembléia de Deus de Bom Jesus de Goiás

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cura para enfermidades da alma




LIÇÃO 1 – 06 de abril de 2014
Cura para enfermidades da alma
Comentarista: Pr. Israel Maia

TEXTO ÁUREO

“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” Mt 9.35


VERDADE APLICADA

O Senhor sabe quem verdadeiramente somos e conhece todas as nossas dificuldades.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Explicar o que é cura interior;
 Definir os sintomas da enfermidade da alma;
 Mostrar o processo da cura.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 5.2 - Ora, em Jerusalém há, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.
Jo 5.3 - Nestes jazia grande multidão de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas.
Jo 5.4 - Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.
Jo 5.5 - E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.
Jo 5.6 - E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

INTRODUÇÃO
Todas as pessoas, ao longo de sua existência, sofrem traumas emocionais. Isso acontece quando somos feridos pelos acontecimentos da vida ou por indivíduos, próximos a nós ou não. Os traumas podem deixar feridas profundas na alma. Sua dor é intensificada pelo senso de impotência. Sem o devido tratamento, a pessoa se fecha para o mundo, protege-se por uma muralha construída de amargura, desejo de vingança, auto piedade, medo e desconfiança. Portanto, vamos aprender como restabelecer o equilíbrio entre corpo e a mente, à luz das Escrituras, para vivermos com mais qualidade de vida (Jo 10.10b).

OBJETIVO
 Explicar o que é cura interior;

1. IDENTIFICANDO OS DISTÚRBIOS EMOCIONAIS
Acontecimentos ruins podem acometer qualquer cristão e deixá-lo triste, amargo e até revoltado. O fato de sermos servos de Deus não nos torna imunes ao sofrimento (2Co 6.4,5); não nos isenta de dores, doenças, acidentes, contrariedades, traições, perdas, separações, injustiças, decepções e tantos outros reveses que fazem parte da existência humana. Existem certas áreas da vida humana que precisam de um toque especial do Espírito Santo, porque nem sempre a conversão do indivíduo traz cura imediata a todas as enfermidades, como acontece com os males emocionais.

1.1. A MATURIDADE PARA IDENTIFICAR O PROBLEMA
Compreendendo a necessidade de uma transformação em certas áreas de nossa vida, evitaremos atitudes extremas que são comuns em muitos lugares e situações como por exemplo, irmãos que veem a ação de Satanás em situações que não possuem respostas concretas. É preciso ter cautela ao afirmar que o diabo está ou não agindo em alguém. Pois, pela falta de discernimento de alguns líderes, muitas pessoas se sentem feridas e desiludidas, precisando de restauração, simplesmente, porque um crente espiritualmente imaturo cismou em expulsar demônios que julgava estar atuando nas pessoas. Como denuncia o profeta, é o pecado da ignorância (Os 4.6). Nem todos os comportamentos que desconhecemos têm a ver com manifestação de espíritos malignos. Não são todas as pessoas que precisam de libertação de demônios. Algumas precisam de tratamento terapêutico, ou até medicamentoso (lTm 5.23). Temos que aceitar a ciência como uma bênção divina, e não uma inimiga do Evangelho (Mt 9.12). A boa ciência tem contribuído e muito para a saúde integral dos homens há muito tempo.

1.2. SOLUÇÕES BÍBLICAS PARA PROBLEMAS MÉDICOS
Ter mais fé, orar mais e ler mais a Bíblia são orientações comuns para solucionar os problemas de traumas, depressão e outras enfermidades da alma. Mas essas respostas são simplistas demais e denota ausência de conhecimento e sensibilidade para situações de grande complexidade. Na verdade, a pessoa que recebe essa orientação, pode acumular mais pressão sobre si, uma vez que seus problemas são de origem emocional. A sua forte sensação de culpa aumenta e redobra o seu desespero. Alguns irmãos precisam de uma orientação terapêutica na área das emoções, um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra. Assim como um leigo não pode prescrever remédio a um paciente com problemas patológicos, também é necessária a capacitação específica para cuidar de pessoas com problemas emocionais, uma vez que esses podem gerar doenças psicossomáticas.

1.3. QUAIS SÃO OS DISTÚRBIOS (DOENÇAS) EMOCIONAIS?
1.      É comum as pessoas serem dominadas por complexos (inferioridade, incapacidade e ansiedade, lPe 5.7), alimentando a ideia de que nunca serão alguma coisa, que tudo dará errado e que ninguém gosta dela.
2.      O complexo de perfeccionismo também é uma doença gravíssima, e a pessoa tem um sentimento interior de insatisfação (Fp 2.14); pensa que nunca faz nada direito e não satisfaz aos outros, a si mesma e nem a Deus; carrega uma sensação de culpa, sempre impulsionada pelo que sente ser seu dever.
3.      Outro trauma é a suscetibilidade, pessoa supersensível e que já padeceu com muitas mágoas (Jo 21.17). São pessoas que exigem muito agrado, no entanto, por mais que seja feito algo para alegrá-las, nunca é o suficiente.
4.      Também há os que são dominados por temores. Pessoas que temem demasiadamente o fracasso, e possuem tanto medo de perder no jogo da vida que nunca entram na partida (Mt 25.25). Assistem na plateia sem se comprometerem.
Paulo, escrevendo aos Coríntios, tratou de problemas humanos possíveis e inimagináveis. Disputas, divisões, contendas, Ceia do Senhor, dons de línguas, e tantos outros assuntos. E uma quantidade considerável de sua carta era relacionada a assuntos de ordem sexual: pré-conjugal, conjugal, extraconjugal. Esse tempo que vivemos se iguala àquela época. Por isso, não podemos tratar esses assuntos melindrosos apenas com a famosa receita: oração, leitura das Escrituras e jejum.

OBJETIVO
 Definir os sintomas da enfermidade da alma;

2. PASSOS IMPORTANTES PARA A RESTAURAÇÃO
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” (Rm 8.26) Essa declaração do Apóstolo Paulo lembra qual é a ação do Espírito Santo na vida do cristão. Ele assiste, ou seja, acompanha em conjunto, passo a passo todo o processo de restauração de cada um. O Espírito Santo se torna companheiro, trabalhando ao lado de quem sofre, participando de todo o processo de cura (At 15.28). Ele é o terapeuta espiritual e eficaz que nos auxilia, orientando naquilo que é preciso fazer (Jo 14.16,26).

2.1. TER CORAGEM PARA FALAR DO PROBLEMA
Por mais difícil que possa parecer, é fundamental encarar o problema de frente. Admitir e falar do assunto com outra pessoa fazem parte do processo de cura. Existem problemas que nunca poderão ser solucionados enquanto não falarmos deles. As confissões possuem poder terapêutico, pois a Bíblia orienta: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg5.16), então devemos reconhecer de forma consciente nossos problemas e procurar alguém idôneo para ajudar-nos.


2.2. HUMILDADE E QUEBRANTAMENTO ALIADOS À RESTAURAÇÃO
De certa forma, o mundo é composto de dois tipos de pessoas: os que se sentem suficientes e não sentem fraquezas emocionais e espirituais, e os que reconhecem suas limitações. Para efeito didático, chamaremos o primeiro grupo de independentes, e o segundo grupo de dependentes. As pessoas que compõem ambos os grupos se encontram em todos os níveis da sociedade, inclusive na igreja de Cristo. Há crentes que se portam de maneira independente e insensível quanto à graça de Deus, e outros que admitem sua total dependência do Senhor. Humildade e quebrantamento são passos importantes na restauração das feridas emocionais (Pv 18.12-14). É admitir nossas fragilidades humanas e limitações para viver como Cristo viveu. Reconhecer nossa incapacidade e permitir que Ele viva em nós, essa impossibilidade transforma-se em realidade: Cristo em nós é a esperança da glória (Cl 1.27).

2.3. SABER SE QUEREMOS SER CURADOS
Foi exatamente essa a pergunta que o Senhor Jesus fez ao paralítico que esperava ser curado há trinta e oito anos (Jo 5.6). Há pessoas que só querem conversar sobre suas mazelas, e não querem a cura, Só falam para despertar a compaixão nos outros e se utilizam dos ouvintes como uma muleta. O paralítico respondeu a Jesus: “Mas, Senhor, ninguém me põe na água. Eu bem que tento, mas todos chegam antes de mim.” Aquele homem esperou tanto tempo que já estava emocionalmente abalado. Sabe-se que, mesmo fisicamente, não se pode curar uma pessoa sem que haja, por parte da mesma, uma íntima vontade e desejo de ser curado. Os médicos fazem a parte que lhes cabe, mas o maior trabalho fica por conta da própria pessoa. Ninguém pode fazer por nós o que não desejamos nós mesmos. Por isso Jesus pergunta: “Queres ficar são?” (Jo 5.6; Lc 18.41).
Não é possível mudar o passado, mas é possível controlar seus efeitos em nossa vida. Diante dos traumas emocionais, existem duas atitudes possíveis: a de ressentimento e a de perdão, e mais nenhuma outra.

OBJETIVO
 Mostrar o processo da cura.

3. CURA E RESTAURAÇÃO DIVINAS PARA OS ENFERMOS DE ALMA
Se analisarmos um exemplo bíblico de um coração ferido, descobriremos José. Foi atitude de perdão que salvou José de tornar-se prisioneiro do seu passado, pois não abrigou, em seu coração, desejos de vingança (Gn 45.5). De uma maneira maravilhosa, os sofrimentos que José experimentou foram usados por Deus, os dias difíceis haviam-se passado e José soube deixá-los para trás.

3.1. NÃO PERMITIR O RESSENTIMENTO
O ressentimento, muitas vezes, apresenta-se como um empecilho à obra restauradora de Deus e do seu Santo Espírito. O Senhor quer nos curar, mas nós recusamos a esquecer o passado e resistimos olhar para frente. Não podemos ser escravos do que nos aconteceu, nem de nossa história. O sofrimento, associado ao ressentimento resulta em escravidão (Jó 5.2; Gl 5.1). É como se estivéssemos condenados a caminhar arrastando pedras enormes amarradas aos pés. Acrescentar ressentimento às lembranças dolorosas é criar uma mistura ácida que corrói o coração.
Só há um meio de apagar essas cicatrizes que se abrem com frequência: entregar, inteiramente, nossos males nas mãos dAquele que “verdadeiramente tomou sobre si todas as nossas dores” (Isaías 53.4).

3.2. PERMITIR A INTERVENÇÃO DE DEUS
Todos nós precisamos de cura e crescimento emocional. Trata-se de uma atitude de humildade e reconhecimento de que necessitamos de Deus da cura do Senhor. Quando temos uma ferida, colocamos um curativo e tapamos a ferida, mas ela continua lá, e, quando esbarramos em algo, sentimos dor novamente. Assim é a ferida emocional, também, tapamos fingindo que não está lá, mas de lá ela não saiu. E, quando acontece alguma coisa que mexe com o nosso emocional, sentimos novamente aquela dor. Para sermos curados, é necessário tirarmos o curativo para que Deus derrame seu bálsamo curador.
Há pessoas que não conseguem se apropriar da cura de Deus para os traumas emocionais. E Deus, paciente e cuidadosamente, inicia o tratamento do nosso coração. Mas, quando ele já está quase curado, o ferimentos começa a coçar. A pessoa diz: “Não, eu não posso esquecer; não vou deixar isso barato”.

3.3. SOLTAR AS AMARRAS EMOCIONAIS COM O PERDÃO
Frequentemente há ódio, raiva e ressentimento em nossa alma, associados às lembranças dolorosas. Na realidade, são esses sentimentos (e não o fato em si) que nos machucam, perseguem e causam tristeza. Diariamente tais sentimentos trazem, à tona, a dor que um dia sofremos. Quando nos ressentimos (tornar a sentir; sentir muito), remoemos a mágoa, relembramos a ofensa, revivemos a dor e reforçamos o sofrimento. Autorizamos àquele que nos feriu no passado o poder de fazê-lo no presente e continuar nos ferindo no futuro. As amarras emocionais só podem ser rompidas com o perdão. O ressentimento nos torna marionetes nas mãos de Satanás, ficamos amarrados, controlados, escravizados, fazendo exatamente o que ele quer (2Co 2.10,11).

CONCLUSÃO
Feridas na alma são, aquelas que doem, mesmo quando já não vemos mais o machucado; ou aquele que causou a ferida não está mais presente e, ainda assim, de vez em quando, elas voltam e incomodam. Às vezes, causam insônia, falta de apetite e tristezas. E doem muito, dói o peito, doem os olhos, dói o coração. Mas, principalmente doem na alma.

QUESTIONÁRIO

1. Quais as soluções bíblicas que alguns irmãos apresentam para a cura de traumas emocionais?
R: Ter mais fé, orar mais e ler mais a Bíblia.
2. Cite o exemplo de um personagem bíblico com o coração ferido.
R: José.
3. O que pode soltar as amarras emocionais?
R: O perdão.
4. Cite um distúrbio dos traumas emocionais.
R: Complexo de inferioridade,
5. O que pode se tornar um empecilho à obra restauradora de Deus?
R:O ressentimento.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas


terça-feira, 25 de março de 2014

Igreja Messiânica Mundial

LIÇÃO 13 – 30 de março de 2014 – Editora BETEL
Igreja Messiânica Mundial
TEXTO AUREO

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.Jo 14.6

Comentarista: Pastor Joabes Rodrigues do Rosário

VERDADE APLICADA

Jesus é a verdade do caminho pelo qual os homens devem retornar a Deus. Portanto, Ele é o exemplo supremo e o Ilustrador desse caminho.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Fazer conhecida a origem da Igreja Messiânica Mundial;
 Combater a heresia das “Três Colunas da Salvação”, conforme ensino da Igreja Messiânica Mundial;
 Refutar as principais heresias da Igreja Messiânica Mundial.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 14.1 - Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Jo 14.2 - Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
Jo 14.3 - E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Jo 14.4 - E para onde eu vou vós conheceis o caminho.
Jo 14.5 - Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?


Introdução
A Igreja Messiânica Mundial prega que seu objetivo é construir o “Paraíso Terrestre”, criando e difundindo uma civilização religiosa que se desenvolva lado a lado com o progresso material. Argumentam que o “Paraíso Terrestre” foi anunciado e profetizado por Buda (o fundador do Budismo) e por Jesus Cristo. Para a Igreja Messiânica Mundial, esse paraíso é uma expressão que se refere ao mundo ideal, onde não existe doença, pobreza nem conflito. Conheça um pouco dessa seita através desta lição.

OBJETIVO
 Fazer conhecida a origem da Igreja Messiânica Mundial;

1. Origem e história da Igreja Messiânica Mundial
A Igreja Messiânica Mundial foi fundada inicialmente com o nome “Kanon”, em Tóquio, Japão, em 1o de janeiro de 1935.

1.1. Fundador da Igreja Messiânica Mundial
O Fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokiti Okada, nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na cidade de Tóquio, Japão, chamado pelos seus seguidores de “Meishu-Sama” (Senhor da Luz). Consta que Okada deu início a essa seita após ter recebido, em 15 de junho de 1931, no alto do Monte Nokoguiri, no Japão, revelação sobre Deus, o homem e o mundo. Essa revelação dizia que o homem só poderia alcançar a libertação através da purificação do espírito, que vem através do “Johrei” (ver item 2.1). Okada entendeu que seria o início da “Nova Era de Luz no Mundo Espiritual”. Com a morte de Okada em 1955, sua esposa conhecida pelo nome de “Nidai-Sama” (Segundo líder), assumiu a liderança da seita, vindo morrer em 1962, sendo substituída pela sua filha Itsuki Okada, conhecida pelo nome de “Kyoshu-Sama” (mestre que ensina a Luz).
Para os seguidores de Okada ele é "O Senhor da Luz”, colocando-o acima de Cristo. No entanto, este título pertence a Jesus, conforme registrou o Evangelista João, “Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo” (Jo 1.9). O Salvador Jesus veio a este mundo como a verdadeira luz; e, nessa condição, a sua função iluminadora não teve começo e não terá fim, diferente do “simples mortal” chamado Mokiti Okada. Jesus, a verdadeira luz, é a fonte e a origem de toda a sabedoria, assim também a sabedoria que há nos homens se deriva Dele; o intelecto humano é apenas um raio do resplendor de Jesus; e a própria razão humana se origina de Deus. A luz que emana de Cristo, também transforma o homem segundo a Sua própria imagem (Rm 8.29), pois os discípulos de Jesus Cristo são moralmente aperfeiçoados, vindo a possuir o amor, a longanimidade, a bondade e a justiça juntamente com todas as qualidades morais (Gl 5.22,23). O alvo da salvação para a humanidade é a transformação do homem, segundo a imagem de Cristo, afim de vir a compartilhar de tudo quanto Ele tem, e de ser tudo quanto Ele é.

1.2. Livro Sagrado
Para a Igreja Messiânica Mundial as obras de Mokiti Okada, “Alicerce do Paraíso” e “Os Milagres do Johrei” e os ensinos de sua esposa, Nidai-Sama, são os livros considerados sagrados.

1.3. Igreja Messiânica Mundial no Brasil
A Igreja Messiânica Mundial chegou ao Brasil em 1955 e, em 1965, construiu seu primeiro templo. Conforme dados dessa seita, atualmente cerca de 3 milhões de pessoas, entre adeptos e simpatizantes, frequentam seus templos no Brasil. A Igreja Messiânica Mundial no Brasil é presidida por Hidenari Hayashi.

OBJETIVO
 Combater a heresia das “Três Colunas da Salvação”, conforme ensino da Igreja Messiânica Mundial;

2. Igreja Messiânica Mundial e “As Três Colunas da Salvação”
Para atingir a salvação, a Igreja Messiânica Mundial ensina que existem três fundamentos, que devem ser praticados, a saber:

2.1. O Johrei
O Johrei é a prática mais importante neste tripé da salvação apresentado pela Igreja Messiânica Mundial. O Johrei é o ato de impor as mãos sobre uma pessoa, com o objetivo de eliminar as impurezas espirituais. Johrei é uma palavra criada por Mokiti Okada, com a junção de dois ideogramas da língua japonesa: “Joh”(purificar) e “Rei”(espírito). Assim ele pregava que esta é uma forma de canalizar com as mãos, a “intangível, infinita e poderosa energia” capaz de “purificar as impurezas do homem e possibilitar que ele se eleve espiritualmente para as camadas onde a Luz é intensa”. Para a Igreja Messiânica Mundial, essa “luz” é a fonte da saúde, da sabedoria e da felicidade. Esta heresia propõe então que simples mortais, usando suas próprias “energias interiores”, têm, em si mesmos, o poder de curar e libertar as pessoas. A Bíblia assevera que se Jesus “vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

2.2. Agricultura Natural
A Agricultura Natural que é difundida pela Igreja Messiânica Mundial é um método de Agricultura desenvolvido por Mokiti Okada, cujo objetivo é o cultivo natural de alimentos. Argumentam que a harmonia do meio-ambiente, com a alimentação e com a saúde do homem, trazem qualidade espiritual ao ser humano. Eles creem num sistema agrícola que consiste em cultivar os vegetais da maneira mais natural possível, rejeitando qualquer forma de cultivo que altere o solo. São contra a utilização de agrotóxicos (venenos), e até mesmo adubo de origem animal (esterco), pois todos esses elementos, que são predominantemente utilizados atualmente, segundo essa diretriz, retiram o verdadeiro e natural sabor dos alimentos, bem como prejudicam a saúde do homem, interferindo em sua vida espiritual. O erro dessa heresia está na afirmação de que os alimentos interferem na espiritualidade das pessoas. A recomendação do Apóstolo Paulo deixa bem claro: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber” (Cl 2.16).
Lógico que a saúde é fundamental para o homem, porém essa seita extrapola, confundindo responsabilidade para com o templo de Deus, o nosso corpo (ICo 3.17), com aspectos da salvação. Em Mateus 15.11 Jesus afirma: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina”. Jesus mostra que o verdadeiro problema é a contaminação moral. Para Jesus, os princípios éticos que importam estão relacionados da seguinte forma: “Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.18,19). Nessa referência, Jesus lista comportamentos que o homem carnal possui, e que nenhum tipo de alimento vai transformá-lo.

2.3. O Belo
Mokiti Okada afirmava que a “consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação dos sentimentos humanos”. Para ele, a missão da arte é enobrecer os sentimentos do homem e enriquecer-lhe a vida, proporcionando-lhe alegria e sentido, interferindo diretamente na espiritualidade do homem. Okada criou museus no Japão, onde reuniu obras de elevado valor artístico e histórico. Realizava encontros de poesia, de humor e de música. Dedicou-se à difusão do Belo como fator essencial para a “salvação do homem”. A arte, o “belo” e a natureza devem ser admirados, mas nunca se deve confundir esta apreciação com a veneração no sentido de buscar neles a salvação (Jo 8.32).

OBJETIVO
 Refutar as principais heresias da Igreja Messiânica Mundial.

3. A teologia da Igreja Messiânica Mundial
Seguidores da doutrina ecumênica pretendem ser uma religião universal, objetivando a união de todas as demais. Porém seus ensinos fundamentais estão distantes do que é ensinado pela Palavra de Deus. Veja alguns temas:

3.1. Deus
A doutrina da Igreja Messiânica Mundial mescla várias concepções em relação a Deus. Fazendo uma verdadeira confusão, apresentam Deus como criador, porém, um Deus que está distante de suas criaturas (doutrina deísta), e, em outros momentos, apresentam Deus fundido na sua própria criação (doutrina panteísta). São também politeístas, visto que têm e veneram um verdadeiro panteão: Deus, Jeová, Logos, Ikoto, Nyorai, Dahis, Tengu, Kannon e muitos outros. Em relação ao deísmo praticado pela Igreja Messiânica Mundial, a Bíblia apresenta um Deus que tem interesse pelas suas criaturas (Teísmo). Em textos como Genesis 3.9, temos o relato de Deus interagindo com Adão; em Genesis 6.13, Deus se comunica com Noé; em 1 Reis 17.2-6, há relatos de Deus cuidando do profeta Elias. Quanto ao ensino panteísta, as Escrituras Sagradas apresentam o Deus Criador distinto de Suas criaturas (Gn 1.1; SI 102.25). Em relação ao politeísmo, A Bíblia afirma categoricamente que “o Senhor é Deus; nenhum outro há senão Ele” (Dt 4.35).

3.2. Jesus Cristo
Para a Igreja Messiânica Mundial, Jesus é apresentado simplesmente como mais um que encontrou a felicidade através da prática das “colunas da salvação” (ver item 2). Para essa seita, Jesus Cristo não é aceito como o Messias; o messias para eles é o seu fundador Mokiti Okada. Ensinam que Okada está acima de Jesus, visto que, para eles, nem mesmo Jesus chegou ao estado de “kenshinjitsu”, como chegou Okada. Sendo assim, Okada é o único a ter tal grau de revelação. Para eles, o salvador deste mundo ou o messias desta seita é este ser humano chamado Okada. Okada, além de não obter a salvação pelos seus méritos, muito menos pode salvar a outros, como querem ensinar os adeptos da Igreja Messiânica Mundial. Okada, ao morrer, foi vencido pelo pecado, pois “o pecado veio a reinar na morte”. Mas Jesus Cristo Ressuscitado salva, pois, através dele, reina a graça pela justiça para a vida eterna (Rm 5.21).
Okada, com sua ufania, colocando-se acima de Deus, é reprovado pelas Escrituras Sagradas. Em Romanos 3.27, lemos: “Onde está logo a jactância? Foi excluída. Porque lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé”. Este texto bíblico põe o homem em seu devido lugar, e também exalta a Deus ao lugar que Ele realmente ocupa. Extrai do homem seu complexo de divindade, aquela atitude que imagina ter: poder e majestade; e atribui essas qualidades à pessoa de Deus, a quem de fato pertencem tais atributos. As heresias de Okada iludem os seus seguidores, privando-os do verdadeiro messias: Jesus Cristo. Desde o Éden (Gn3.15), Deus prometeu levantar um o qual esmagaria a cabeça da serpente. O Messias era esperado, e veio: “Simeão o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois os meus olhos já viram a tua salvação” (Lc 2.28-30).

3.3. A Salvação
Segundo a Igreja Messiânica Mundial, a salvação se dá no momento em que o ser humano se libertar das três desgraças: a pobreza, a doença e os conflitos. Ensinam que somente com a ajuda de Meishu-Sama, (lembrando que este é o nome religioso de Mokiti Okada), e com a prática das “três colunas da salvação (conforme detalhado no item 2 desta lição), o homem conquistará a salvação. A salvação proposta por Deus em Sua Palavra é mais que um estado isento das mazelas desta vida (ICo 15.19), é ter os pecados perdoados e ir morar eternamente com Cristo nos céus de glória.

Conclusão
A Igreja Messiânica Mundial tem, no espiritualismo e no altruísmo, as bases essenciais para a concretização do mundo ideal, isento de doença, pobreza e conflito, limitando a isto a salvação do ser humano. Porém a realidade da vida nesta terra é outra e, por essa razão, a salvação apresentada pela Bíblia Sagrada é mais que isto: é conduzir o homem para viver eternamente com Deus.

QUESTIONÁRIO

1. Qual o significado do nome espiritual do fundador da Igreja Messiânica Mundial, Meishu-Sama?
R. Senhor da Luz.
2. O que é o “Johrei”, utilizado na Igreja Messiânica Mundial?
R. O Johrei é o ato de impor as mãos sobre uma pessoa, com o objetivo de eliminar as impurezas espirituais.
3. O que Ensina a heresia do Deísmo?
R. Ensina que Deus está distante de suas criaturas.
4. A Bíblia revela ao homem um Deus Teísta ou um Deus Deísta?
R. Um Deus Teísta.
5. O que Jesus disse sobre a existência da pobreza no mundo, conforme Mt 26.11?
R. Os pobres, sempre os tendes convosco.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2014, ano 24 nº 90 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – RELIGIÕES, SEITAS E HERESIAS como identificar e refutar os falsos profetas e seus ensinos.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Budismo, e o seu crescimento sutil e silencioso



LIÇÃO 12 – 23 de março de 2014
Budismo, e o seu crescimento sutil e silencioso
 TEXTO AUREO

“Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam”. Is 64.6

Comentarista: Pastor Joabes Rodrigues do Rosário

VERDADE APLICADA

A justiça própria é inimiga do Evangelho de Cristo; O homem que busca ser salvo por meio de suas boas obras, está enganando a si mesmo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Levar ao aluno o conhecimento das Origens e História do Budismo;
 Mostrar alguns termos da Teologia Budista;
 Refutar as heresias do Budismo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Is 64.5 - Tu sais ao encontro daquele que, com alegria, pratica a justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. Eis que te iraste, porque pecamos; há muito tempo temos estado em pecados; acaso seremos salvos?
Is 64.6 - Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam.
Is 64.7 - E não há quem invoque o teu nome, que desperte, e te detenha; pois escondeste de nós o teu rosto e nos consumiste, por causa das nossas iniquidades.
Is 64.8 - Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obras das tuas mãos.

Introdução
Sem ortodoxia ou crença divina, o Budismo tem conquistado pobres e ricos mundo afora. Cada país ou região onde o Budismo foi difundido, ganharam contornos populares, novos rituais, mosteiros, templos e diferentes escolas; somando atualmente no mundo mais de 400 milhões de adeptos. Essa seita chegou ao Brasil através dos imigrantes japoneses, no início do século XX e, de forma silenciosa e sutil, dia a dia, registra crescimento assustador.

OBJETIVO
 Levar ao aluno o conhecimento das Origens e História do Budismo;

1. Origem e História do Budismo
Na índia, os Brâmanes (casta dos sacerdotes), eram considerados legítimos intermediários entre a humanidade e os deuses. Os indivíduos pertencentes às castas inferiores não podiam realizar rituais e cultos. Por volta do século VI a.C., muitos indianos questionavam a tradição e a rigidez da religião existente: o bramanismo ou religião védica. Foi neste contexto de profunda indagação religiosa e filosófica que o Budismo surgiu.
O sistema de castas dividia a sociedade indiana em quatro classes principais: 1) os Brâmanes (sacerdotes); 2) Os Xátrias (guerreiros); 3) Os Vaixás (comerciantes, camponeses e artesãos);
4) Os Párias (servos). Essas classes, por sua vez, subdividiam-se em dezenas de outras. A classificação das castas era determinada pela hereditariedade, sendo proibida a mistura entre pessoas de castas diferentes. Ensinam que só é possível passar de uma casta para outra pela morte e reencarnação. Quem contrai matrimônio com pessoa de outras castas passa à condição de pária, sendo destituído de todos os direitos sociais. Em 1950, a Constituição Indiana dissolveu o sistema de castas no país, mas elas continuam tendo grande influência social na índia moderna, apesar de haver agora mais mobilidade social entre elas. O tal sistema de castas é reprovada na Bíblia (Gl 3.28).

1.1. O Fundador do Budismo
O fundador foi Siddharta Gautama, nasceu por volta de 560 a.C., na índia. Era um príncipe, que fora criado pelos pais cercado de opulência e longe do sofrimento humano. Aos vinte e nove anos de idade, teve o primeiro encontro com a realidade fora dos muros do palácio. Enquanto passeava entre as pessoas comuns, deparou-se respectivamente com um velho, um doente e um morto - conheceu sofrimentos que jamais imaginou existir. Chocado com essas cenas, decidiu abandonar o palácio e a família para encontrar um meio de superar as dores e os sofrimentos humanos. Após seis anos de intenso sacrifício e peregrinação, Gautama se sentou embaixo de uma figueira para meditar e, depois de oito dias, finalmente sentiu-se iluminado. Conta o Budismo que Gautama havia encontrado a resposta que tanto procurava: “Eu e todos os seres do céu e da terra, simultaneamente, nos tornamos o caminho”. Isso significa dizer que o homem “depende apenas de si mesmo para ser salvo”. Ao adquirir tal compreensão, tornou-se o primeiro “Buda” (iluminado). Gautama morreu aos 80 anos de Idade. Os Budistas acreditam que o maior líder Budista da atualidade, “Dalai Lama”, um monge tibetano, é uma encarnação da divindade.

1.2. O Budismo e sua grande influência no mundo
No século III a.C. o Budismo chegou ao sudeste asiático e se difundiu no Sri-Lanka, Tailândia, Nepal e Butão. No primeiro século da Era Cristã, essa seita atingiu a China, a Mongólia, a Coréia e o Japão, estendendo-se para o Vietnã, Camboja e Indonésia. No Japão, adquiriu “status” de religião oficial. Atualmente, o Japão possui cerca de sete mil templos Budistas, sendo hoje um dos principais centros Budistas do mundo.

1.3. Livro Sagrado do Budismo
A filosofia e a doutrina Budista estão registradas em um conjunto de livros denominados “Cânone”. Escrita originalmente no idioma páli, essa obra é conhecida como “tripitaka” ou “Três Cestos”. Cada cesto reúne um tipo de texto, que trata de: 1) Autodisciplina e regras monásticas; 2) Contém os sermões de Buda, as parábolas e histórias contadas para explicar os ensinamentos e a vida de Buda; 3) Doutrinas e a filosofia Budista. O “Cânone Páli” foi escrito após a morte de Buda e chegou ao Ceilão no século III a. C. De lá, propagou-se para outras regiões, incorporando novos textos. O “Cânone tibetano” inclui, além dos sermões de Buda e das regras monásticas, vários tratados filosóficos, poemas, crônicas e textos de medicina e astrologia.

OBJETIVO
 Mostrar alguns termos da Teologia Budista;

2. A Teologia Budista
A teologia Budista é extensa e complexa; acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos. Veja alguns deles:

2.1. O Budismo e o ensino sobre Deus.
Os Budistas acreditam em vários deuses, e ensina que a existência deles é transitória; da mesma forma que é transitória a vida humana. Acreditam que, assim como os homens morrem e tornam a nascer, os deuses também passam pelo ciclo do renascimento. Por esse motivo, para o Budismo, os deuses são insignificantes. O episódio da criação do homem é uma prova clara que existe um ser Criador e um ser criado, provando assim a superioridade de Deus em relação à vida meramente humana (Gn 1.27; lTm 6.16).

2.2. O Budismo e o ensino sobre a salvação
Buda ensinava que a salvação se dá com o fim da própria ignorância. Para isso, seria necessário conscientizar das “Quatro Nobres Verdades”: 1) Toda existência implica dor - no nascimento, na idade, na morte e na doença; 2) A origem do sofrimento é o desejo e o apego à busca dos prazeres; 3) A solução para o sofrimento está no controle e abandono desses desejos; 4) Conhecer os oito caminhos que levam ao fim do sofrimento: Crença correta, sentimento correto, fala correta, conduta correta, maneira de viver correta, esforço correto, memória correta e concentração correta. Além disso, os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas, denominado “Os Cinco Preceitos” (veja ponto 3.3 desta lição). Em Romanos 3.20, Paulo afirma que a justiça ou retidão pessoal não é suficiente diante de Deus. O Apóstolo Paulo diz que Abraão não foi justificado pelas “obras” da lei, (Rm 4.2). Não existe lei ou norma, por mais louvável e nobre que seja, capaz de transmitir salvação aos homens (G13.21). Assim sendo, não é a obediência a um “conjunto de regras” (Rm 3.28), como ensinai o Budismo, que salvará o homem.
Os oito caminhos, ou “Caminho do Meio” e ainda “O Nobre Caminho Óctuplo” como são também conhecidos, para o Budismo é uma espécie de guia para o desenvolvimento mental das habilidades benéficas que devem ser praticadas. Veja o que significam os oito caminhos: 1) Compreensão correta - entender os ensinamentos de Buda; 2) Pensamento e atitude corretos - pensar o bem; 3) Palavra correta - não mentir e não usar palavras agressivas; 4) Ação correta - não prejudicar nenhuma pessoa ou animal; 5) Modo de vida correto - não causar sofrimento aos outros; 6) Esforço correto - pensar antes de agir; 7) Atenção correta - manter-se alerta e consciente; 8) Concentração correta - manter a mente calma e concentrada A Bíblia afirma que a salvação é individual e obedece a três estágios: 1º justificação, 2º regeneração; 3º santificação. A salvação necessariamente precisa da justificação em Cristo, sem a qual, os outros dois estágios se tomam irrelevantes.

2.3. O Budismo e o ensino sobre o pecado
Segundo a doutrina budista, o pecado está ligado ao desejo; desejo que causa sofrimento e dor, que deve ser eliminado para que o homem se liberte de sua ignorância. A palavra de Deus revela, em Romanos 5.12, o princípio da herança pecaminosa com suas diversas manifestações entre os homens, que governa sobre eles qual um tirano. A Palavra de Deus prova que o pecado é mais que um sentimento; ele penetrou na própria natureza humana (SI 51.5). Porém a Palavra de Deus tem uma notícia salvadora: “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20).

OBJETIVO
 Refutar as heresias do Budismo.

3. Os Principais Ensinos do Budismo
O Budismo ensina que para alcançar a libertação ou a salvação, o homem não depende de nenhum deus ou autoridade transcendental, apenas de si mesmo.

3.1. O Nirvana
Para os budistas, o principal problema da existência humana está no fato dos homens não perceberem que vivem em um mundo gerado por seus sentimentos, pensamentos e desejos. Por isso, eles ficam atados às ilusões produzidas pela própria mente, responsável pelo sofrimento humano. Para interromper o processo de ilusões e dores, os budistas indicam o caminho da “Suprema libertação”, ou seja, a aniquilação de todos os desejos e apegos, quando, então, torna-se possível alcançar um estado de absoluta paz, beatitude e felicidade, definido como “Nirvana”. A Bíblia ensina que a libertação por meios próprios é ineficaz (Jo. 1.29).

3.2. O Carma
A filosofia budista acredita na existência de um ciclo ininterrupto de encarnações e desencarnações. A repetição contínua de nascimentos e mortes ocorre com aqueles que ainda estão presos às ilusões dos desejos. Ao morrer, o ser humano carrega consigo os efeitos de seus atos e pensamentos. Fica aprisionado, retornando ao plano material com os mesmos impulsos, sensações, atrações e experiências de vida. Daí surge a ideia de “Carma”, a lei de causa e efeito, em que as atitudes e ações negativas e positivas são transmitidas de uma vida para outra. Esse ciclo faz parte das construções da mente iludida. Ao atingir o Nirvana, a superação do “eu individual”, a ilusão de renascimentos é dissolvida. Mas Jesus ensinou que as pessoas decidem o seu eterno destino em uma única vida (Mt 25.46). Essa, precisamente, a razão pela qual o Apóstolo Paulo enfatizou que “eis aqui agora o dia da salvação” (2Co 6.2).
Algumas seitas, como o Budismo, ensinam que doenças e outros males da vida, são consequências de atos cometidos em encarnações anteriores; e que, em uma nova encarnação, nasce com um “carma” (ver item 3.2). No texto de João 9.1-3, registra que Jesus curou um homem que havia nascido cego. Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Jesus respondeu: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3). Se Jesus cresse na lei do carma, não teria dito isso; antes, teria dito que o homem nasceu cego por causa dos pecados cometidos em uma vida anterior. O ensino da reencarnação é contrário ao que é ensinado pelas Sagradas Escrituras como um todo. A doutrina da reencarnação e a doutrina do carma ensinam que as pessoas morrem várias vezes até que alcancem a perfeição (o Nirvana). O texto de Jo 3.3 também é mal interpretado e utilizado pelos defensores da reencarnação. O que Jesus está ensinando não é a reencarnação, mas sim o nascimento espiritual para o reino de Deus.

3.3. Os cinco Preceitos do Budismo
Além de obedecer às “Quatro Nobres Verdades”, (relacionadas no item 2.2 desta lição), os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas denominadas “Os Cinco Preceitos”: 1) Não prejudicar ou matar nenhum ser vivo; 2) Não roubar ou pegar algo que não lhe seja ofertado livremente; 3) Controlar o desejo sexual; 4) Não mentir; 5) Não beber nem tomar drogas ou substâncias que embotem a mente. Estes preceitos podem até ser louváveis, mas não salvam (Is 64.6).

Conclusão
Com um código ético, como pode ser percebido nesta lição, os budistas buscam o livramento da pecaminosidade da carne, onde só conseguem, no máximo, reprimir a natureza do “velho homem” (Ef 4.22), pois a libertação do poder do pecado só é, alcançada pela graça salvadora que há em Cristo Jesus: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

QUESTIONÁRIO

1. Para o Budismo, alcançar a libertação ou a salvação, o homem depende de quê?
R. Depende apenas de si mesmos.
2. Qual o significado da palavra Buda?
R. Ruminado.
3. Em qual país o Budismo adquiriu “status” de religião oficial?
R. No Japão.
4. Segundo o Budismo, quantos ensinamentos Buda deixou para os seus seguidores?
R. Acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos.
5. Em Isaías 64.6, a que a Bíblia compara a justiça própria do homem?
R. É como trapo da imundícia.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2014, ano 24 nº 90 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – RELIGIÕES, SEITAS E HERESIAS como identificar e refutar os falsos profetas e seus ensinos.