Assembléia de Deus de Bom Jesus de Goiás

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Enfrentando o sentimento de rejeição

escola dominical

LIÇÃO 11 – 15 de junho de 2014
Enfrentando o sentimento de rejeição

TEXTO AUREO

“E o Senhor, Deus de Israel, deu a Seom com todo o seu povo na mão de Israel, e os feriram; e Israel tomou por herança toda a terra dos amorreus que habitavam naquela terra.” Jz 11.21

VERDADE APLICADA

Por mais que não nos sintamos valorizados ou amados, devemos lembrar que o Amor do Nosso Pai e Sua Graça nos alcançam diariamente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

► Definir o que é o sentimento de rejeição;
► Explicar como surge esse sentimento;
► Mostrar como podemos vencer esse sentimento.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jz 11.5 - Aconteceu, pois, que, como os filhos de Amom pelejassem contra Israel, foram os anciãos de Gileade buscar Jefté na terra de Tobe.
Jz 11.6 - E disseram a Jefté: Vem e sê-nos por cabeça, para que combatamos contra os filhos de Amom.
Jz 11.7 - Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura, não me aborrecestes a mim e não me repelistes da casa de meu pai? Por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto?
Jz 11.8 - E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: Por isso mesmo tornamos a ti, para que venhas conosco, e combatas contra os filhos de Amom, e nos sejas por cabeça sobre todos os moradores de Gileade.

Introdução
A enfermidade da alma que iremos estudar nesta lição é o sentimento de rejeição. Embora tenha o nome parecido, não se trata de medo da rejeição, assunto que já estudamos anteriormente. No caso do sentimento de rejeição, o individuo pensa que não é valorizado pelas pessoas com quem se relaciona. A partir daí, torna-se extremamente carente e se contenta com o mínimo que alguém lhe ofereça para se sentir bem. Porém, em alguns momentos, essa pessoa pode se tornar perigosa já que é capaz de fazer qualquer coisa para ser notado.

OBJETIVO
► Definir o que é o sentimento de rejeição;

1. O que é o sentimento de rejeição
A rejeição é uma das feridas emocionais mais comuns. A sensação de ser rejeitado, assemelha-se a ser jogado na lata do lixo da vida, é algo que machuca e deixa marcas que perseguem o indivíduo ao longo dos anos, condenando-o a um estado permanente de medo, tristeza e isolamento (Gn 3.9-10). O sentimento de rejeição pode ter origens em diversas situações: convivência familiar, escola, amizades, trabalho, relação amorosa, etc. Basicamente, a rejeição nasce em situações de decepção (especialmente com pessoas valiosas para nós) nas quais nos sentimos desvalorizados, injustiçados, como se não se importassem com nossos sentimentos nem reconhecessem nossos esforços.
Ressaltar, com os alunos, o quanto a raiz do sentimento de rejeição está na frustração de nossas expectativas sobre os outros.

1.1. A rejeição na história de vida da pessoa
Muitas pessoas sofrem com sentimentos de rejeição originados durante a infância, por situações como, por exemplo, o favoritismo (real ou imaginário) de um dos pais ou dos dois, por um filho, em detrimento de outro(s) (Gn 25.28 E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó.). Se exacerbado, esses sentimentos podem causar insegurança e carência afetiva e ainda podem ser reforçados ao longo do desenvolvimento do sujeito (Gn 37.3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.). Assim, os sentimentos de rejeição acompanham a pessoa em seus relacionamentos interpessoais, ela sente dificuldade em sentir-se amada, aceita e valorizada. Cada pessoa reage de forma distinta e peculiar aos elementos que constituíram sua história (Jz 11.1-6). A pessoa que se sente rejeitada, por exemplo, pode canalizar o sentimento em duas direções distintas: uma interna e outra externa.
Ressaltar que o mais importante para a origem do sentimento de rejeição é a interpretação que a pessoa faz de estar sendo rejeitada (exemplo do irmão mais velho do filho pródigo) e não necessariamente, ela estar realmente sendo preterida (exemplo dos filhos de Jacó).

1.2. Rejeição internalizada
Embora nem toda pessoa tímida ou introvertida tenha histórico de rejeição, há pessoas que internalizam o sentimento de rejeição e de não aceitação, gerando diversos outros sentimentos, como culpa e baixa autoestima. Outras consequências possíveis são timidez, complexo de inferioridade e dificuldade de se expressar ou expor sua opinião, gerando sofrimento para a pessoa (Jó 32.6 E respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, e disse: Eu sou de menos idade, e vós sois idosos; arreceei-me e temi de vos declarar a minha opinião.).

1.3. Rejeição externalizada
Entretanto, o sentimento de rejeição também pode ser externalizado. Nesse caso, a pessoa canaliza agressividade para fora, como um mecanismo de defesa. Isto é, para defender-se da carência afetiva causada pela rejeição, a pessoa adota comportamento agressivo e arredio, justamente como estratégia para não mostrar sua fragilidade. Muitos são os exemplos de pessoas agressivas, soberbas, maledicentes ou aproveitadoras que, na realidade, encontraram nessas atitudes que humilham, agridem ou tiram vantagem do outro uma forma de lidar com seus próprios sentimentos de rejeição (Gn 37.18-20).
O raciocínio que se quer explicar aos alunos é de que a rejeição possui múltiplas faces e de que, mesmo pessoas “problemáticas”, podem também ser vítimas de seus sentimentos de rejeição.

OBJETIVO
► Explicar como surge esse sentimento;

2. A história de Jefté
Jefté era rejeitado e aparentemente destinado a ser infeliz. Ele era um homem valoroso, filho de um cidadão influente, porém sua mãe era prostituta. Portanto, seu nascimento não estava nos planos de seus pais. Ainda no ventre de sua mãe, já carregava o estigma de ser filho ilegítimo e nada poderia mudar esse fato. Mesmo antes de nascer Já fora rejeitado (Jz 11.1).
E importante ressaltar que embora o feto não seja capaz de falar ou pensar e ainda não tenha sido totalmente formado, segundo estudiosos, já é capaz de perceber os sentimentos e expectativas que seus pais nutrem em relação a ele. Durante a gravidez, mãe e filho compartilham, não apenas do mesmo alimento e do mesmo ar, mas de sensações, desgostos e sobressaltos comuns.

2.1. Jefté e seus irmãos
Além de ser rejeitado pelos pais e pela sociedade antes mesmo do seu nascimento, Jefté enfrentou mais um momento difícil. Quando era jovenzinho, foi expulso por seus irmãos mais novos (Jz 11.2), e os moradores da cidade, movidos pelo preconceito, apoiaram tal decisão. Ninguém moveu uma palha em seu favor.

2.2. As consequências da rejeição na vida de Jefté
Na vida de Jefté, aos traumas antigos somavam-se os novos. Era rejeição sobre rejeição, empurrando-o na direção perigosa de uma vida dominada pela revolta. A Bíblia diz que ele fugiu para a terra de Tobe (Jz 11.3). Os sucessivos golpes haviam transformado Jefté num homem revoltado. Ele enveredou pelo caminho do crime. Formou um bando com outros tão amargurados quanto ele.
Várias pessoas, ao sentirem-se rejeitadas, abandonam a família, os amigos e a igreja, passando a frequentar lugares perigosos e deprimentes, achando em seu interior que não merecem coisas boas.

2.3. Dificuldade em lidar com a autoridade
Os que sofrem de sentimento de rejeição geralmente têm um comportamento negativo em relação à autoridade e costumam se revoltar contra alguém que lhes tenta impor algum limite, pois entendem isso como sendo mais um ato de rejeição a seu respeito. Em nenhum momento, Caim aceitou que o Senhor tinha rejeitado a sua oferta, porque suas obras eram más (lJo 3.12 Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.), mas entendeu que estava sendo rejeitado, irando-se fortemente (Gn 4.5Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.), não reconhecendo a autoridade do Senhor em sua vida. Em nossas igrejas, quase sempre nos deparamos com pessoas que agem dessa forma, não aceitando a autoridade dos pastores e líderes (Gn 4.7-8).
O mais maravilhoso na história da vida de Jefté é que sua situação mudou radicalmente. De um fora da lei, tornou-se um herói nacional e juiz de Israel. E ainda com direito a fazer parte da seleta “Galeria da Fé” (Hb 11.32). Nosso Deus é aquele que joga por terra todas as previsões, diagnósticos, prognósticos e expectativas humanas. E assim como Jefté todos que se sentem rejeitados podem modificar a sua situação com a ajuda divina.

OBJETIVO
► Mostrar como podemos vencer esse sentimento.

3. O sentimento de rejeição na Igreja
O sentimento de rejeição tende a aflorar em momentos em que nos sentimos confrontados com alguma situação que nos faça sentir preteridos ou menosprezados em relação a algo ou a alguma pessoa. Esse sentimento tem afligido muitos cristãos. Alguns se têm esquecido de que são filhos de Deus e que nada os poderá afastar do grande amor que o Senhor expressou por eles (Rm 8. 39 nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!). Esses irmãos tentam, de todas as maneiras, serem notados, e buscam o reconhecimento, muitas vezes, com atitudes que prejudicam a outros; e visam à glória humana, esquecendo-se de que quem nos glorifica e exalta é o Senhor.
Não é o lugar que faz a pessoa, mas a pessoa curada que faz seu lugar. Do mesmo modo, viver dentro de uma igreja não nos tornará saudáveis se nossos problemas existenciais não forem encarados, reconhecidos e resolvidos.

3.1. O sentimento de rejeição pode ser perigoso
Em alguns casos, o sentimento de rejeição pode se tornar uma arma perigosa, visto que o indivíduo, por se achar rejeitado, pode entrar em disputa contra aquele que ele pensa que o rejeitou (Lc 15.28 Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.). No entanto, nem sempre a disputa é maldosa: ao se colocar em disputa com alguém, o indivíduo pode não estar querendo, conscientemente, prejudicar alguma pessoa, mas sim apresentando um sintoma de sentimento de rejeição, tentando ser notado a qualquer preço (Lc 15.29 Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.). Assim, o sujeito acaba por ferir sentimentos de algumas pessoas que estão à sua volta e que são prejudicadas por seus atos (Lc 15.31 E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.).

3.2. Deus nunca se esquece
Através do profeta Isaias, o Senhor nos dá a certeza de que nunca se esquecerá do seu povo. O profeta usa a figura da mãe para exemplificar a profundidade do amor de Deus em relação ao seu povo (Is 49.15 Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti.). Jamais seremos esquecidos ou desamparados. Assim, não há razão para nos sentirmos rejeitados. O caminho para a cura está em crermos que Deus se importa conosco, apesar das nossas imperfeições, Ele nos ama profundamente. Antes de sermos concebidos no ventre materno, fomos gerados no coração de Deus.

3.3. Como combater o sentimento de rejeição?
A rejeição é um dos males emocionais mais comuns em nossa sociedade. Vivemos num mundo agitado, desumano, materialista e consumista, que trata os indivíduos como se fossem mercadorias. Ainda que todos rejeitem uma pessoa, ou não percebam seu valor, Deus valoriza o homem criado à sua imagem e semelhança e não desiste, pois acredita em seu potencial e tem projetos maravilhosos para sua vida. Quando a pessoa se afasta, isola-se, poderá ocorrer uma evolução para um quadro de depressão, que poderá levá-lo(a) a uma prostração total em relação à vida. O sentimento de rejeição no crente deve ser combatido com oração e comunhão com Deus e a igreja (SI 133), além de orientação psicológica. É importante ressaltar que Jesus sabe o que é ser rejeitado por todos os homens (Is 53.3 Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.) e até mesmo sabe o que é sentir-se abandonado por seu Pai (Mt 27.46 E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?).
Cabe ressaltar a importância dos irmãos da igreja no aconselhamento aos crentes que manifestam atitudes derivadas de sentimentos de rejeição. Paralelamente, pode ser necessário encaminhá-los a um profissional competente, para que se possa ter um diagnóstico preciso. Dessa forma, ficará mais fácil para o indivíduo fortalecer a sua comunhão com Deus.

Conclusão
O sentimento de rejeição pode ser provocado por diversos motivos, alguns deles foram citados nesta lição. Contudo nenhum deles é suficiente para vencer o poder de Deus na vida do servo fiel, que tem certeza das promessas de Jesus (Mt 11.28). Com uma orientação profissional terapêutica, o indivíduo obterá os meios necessários para ficar firme na presença de Deus.

QUESTIONÁRIO

1. Cite pelo menos duas situações que dão origem ao sentimento de rejeição?
R. Convivência familiar, no trabalho, na escola, etc.
2. Por que Jefté foi expulso por seus irmãos?
R. Porque ele era filho de outra mulher (Jz 11.2).
3. Como deve ser combatido o sentimento de rejeição no crente?
R. Com comunhão e oração, pois somos mais que vencedores (Rm 8.37).
4. O que pode acontecer com as pessoas que estão à volta de quem sofre de sentimento de rejeição?
R. Podem ter os sentimentos feridos.
5. Quais as duas formas de canalizar o sentimento de rejeição?
R. Internalizando e externalizando.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Superando o complexo de inferioridade


escola dominical

LIÇÃO 10 – 08 de junho de 2014
Superando o complexo de inferioridade
TEXTO AUREO

“E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.” Jz 6.15

VERDADE APLICADA

O complexo de inferioridade nos torna incapazes de perceber nosso verdadeiro potencial.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

► Definir o que é complexo de inferioridade;
► Explicar os perigos dessa enfermidade;
► Apresentar o caminho para a cura.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jz 6.11 - Então, o Anjo do Senhor veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
Jz 6.12 - Então, o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.
Jz 6.13 - Mas Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.
Jz 6.14 - Então, o Senhor olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
Jz 6.15 - E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.

Introdução
A enfermidade que vamos tratar nesta lição é o complexo de inferioridade, tal complexo está diretamente relacionado à imagem que fazemos de nós mesmos, quem sofre deste complexo geralmente tem uma imagem distorcida de si e é levado a desenvolver o mesmo tipo de imagem em relação aos outros, em relação a sua vida e também em relação ao Criador, isto é, passa a ver tudo e todos distorcidamente.

OBJETIVO
► Definir o que é complexo de inferioridade;

1. O que provoca o complexo de inferioridade
Gideão se revelou um grande general da história do povo de Israel. Com seu pequeno exército, derrotou seus inimigos forte e poderosamente armados. Foi um feito militar inigualável até os dias atuais. Ele desconhecia sua própria capacidade, mas Deus sabia do seu valor. O Senhor acreditava em seu servo, e quando ele passou a acreditar em si mesmo, tudo começou a mudar.
As pessoas que vivem mergulhadas na reclamação, na auto piedade, e no sentimento de inferioridade, enterram seus talentos e escondem sua personalidade. Contentam-se em viver uma vida de lamentações, enquanto Cristo morreu para dar-lhes uma vida de abundância (Jo 10.10b).


1.1. Os principais sintomas do complexo de inferioridade
O indivíduo que sofre de complexo de inferioridade, em muitos casos, sofre constantemente com diversos sintomas, o sentimento de culpa, a depressão, a irritabilidade e ainda as confusões quanto a sua existência acabam por torná-lo extremamente instável emocionalmente, esta instabilidade pode provocar um comportamento agressivo que irá funcionar como mecanismo de defesa, pois leva o indivíduo a desenvolver uma posição desdenhosa em relação ao resto do mundo, esta posição, na realidade, é apenas um meio encontrado por ele para proteger-se.

1.2. Complexo de inferioridade na Igreja
Não é difícil encontrarmos na Igreja pessoas com claros sintomas que podem ser diagnosticados como complexo de inferioridade. Muitos de nossos irmãos se sentem incapazes para fazer algo mais na obra do Senhor por não se verem como competentes. Em alguns casos, o indivíduo que sofre de complexo de inferioridade tende a apresentar-se pessimista diante da vida. O pessimista tem sempre uma visão embaçada dos acontecimentos cotidianos como se vivesse constantemente em dias nublados (Jz 6.15).

1.3. Como se comporta quem sofre desta enfermidade
Quem vive o passado vive triste, quem vive o futuro vive ansioso, o ideal é viver o presente. Pessoas com sintomas de complexo de inferioridade, na maioria das vezes, apresentam um intenso desinteresse por projetos atuais, ficam sempre presos a acontecimentos do passado nos quais obtiveram sucesso, ou então focando insistentemente em sonhos e projetos futuros. No caso de indivíduos que não valorizam o presente, é normal que desenvolvam um imenso vazio existencial que acabará por levá-los a um processo de queda emocional ocasionando um quadro depressivo.
Um dos sintomas da depressão é a prostração, o indivíduo entra em um processo chamado de melancolia que pode levar até a morte por falta de alimentação, pois, nesse caso, a pessoa perde todo o desejo de alimentar-se. O complexo de inferioridade pode, em alguns casos, levar o indivíduo até este ponto. Sendo assim, é importante que observemos, na igreja, irmãos que estejam afastados por muito tempo da comunhão, e buscar fazer algo para reinseri-lo ao grupo, evitando assim, maiores traumas.

OBJETIVO
► Explicar os perigos dessa enfermidade;

2. Gideão e o Anjo do Senhor
O diálogo de Gideão com o Anjo do Senhor nos mostra o quanto se considerava incapaz. Gideão se apresenta como o menor entre os menores (Jz 6.15), deixando claro a impressão acerca de si. O fato de o povo de Israel estar sofrendo há sete anos nas mãos dos Midianitas (Jz 6.1) era preponderante na visão que Gideão fazia do povo de Deus. Essa visão se refletia no complexo de inferioridade desenvolvido por ele (Pv 27.19) que surgia a partir do momento em que se via como integrante de um povo que não tinha como se defender de seus algozes.
Podemos pensar que Gideão era muito humilde (uma atitude muito elogiada na Bíblia). Porém, era uma falsa humildade, ele estava insatisfeito com que era e culpava Deus por isso! (Jz 6.13), evidenciando seu complexo de inferioridade.

2.1. Sentimento de negatividade
Ao fazerem o que era mal aos olhos do Senhor, o povo de Israel perdeu a proteção divina vindo sobre eles a perseguição dos Midianitas, Amalequitas e de outros povos do Oriente (Jz 6.3). O povo de Israel acomodou-se preferindo construir covas e cavernas para se esconderem a enfrentarem seus opressores (Jz 6.2). Podemos observar que se abateu sobre eles um sentimento de negatividade natural em pessoas que sofrem com o complexo de inferioridade, declarações como: “não vamos conseguir vencer”, “sabia que isso ia acontecer”, “não temos condições de enfrentar esta situação”, são algumas das posições tomadas por pessoas que sofrem deste mal.
A forma natural dos indivíduos que sofrem do complexo de inferioridade se relacionarem com o seus sentimentos em relação as lutas diárias, servirá para identificar o grau de gravidade em que se encontram. Em alguns casos, os acometidos por este mal conseguem, com muito esforço, vencer a inércia e seguir adiante em busca de um objetivo, ao alcançarem o que esperavam, muitos conseguem passar a verem a vida de outra maneira, aprendendo que podem ser capazes se tentarem.

2.2. Sentimento de impotência
Ao se verem empobrecidos (Jz 6.6) os filhos de Israel se sentiam cada vez mais inferiores e entravam assim em uma roda viva de negatividade. O complexo de inferioridade leva a um sentimento de impotência em relação às adversidades da vida, sempre que se depara com uma dificuldade a tendência de quem sofre desse mal é mudar o curso de sua trajetória para não ter de enfrentar os possíveis percalços que poderão surgir em seu caminho. O complexo de inferioridade age oprimindo o indivíduo, tirando as forças; impedindo-o de superar uma condição que lhe é imposta por uma determinada circunstância. No caso de Israel, as constantes investidas dos povos inimigos era o agente opressor que os impedia de reagir.
Explique aos alunos que desprezar-se é uma atitude anticristã e o fazê-lo é um grave sintoma de complexo de inferioridade. Tentar sensibilizar a Deus como fez Gideão, dizendo: “ai meu Deus!” não leva a nada, pois o Senhor não se deixa influenciar com tal atitude, ele não sente pena de nós, o que Ele sente é amor.

2.3. A ação da Graça sobre o complexo de inferioridade
Gideão, embora estivesse contaminado pelo complexo desenvolvido pelo povo, mantinha a sua esperança. Ao sair todos os dias para malhar o trigo (Jz 6.11), deixava claro que, apesar de todo o sentimento negativo que impregnava os seus irmãos, ele podia obter êxito, este fato foi decisivo para que fosse o escolhido por Deus em busca de uma solução em relação aos perseguidores de Israel. Já observamos que, quando Gideão foi confrontado pelo Anjo do Senhor, a sua primeira fala foi de impotência diante dos fatos, no entanto vemos que havia algo nele que podia ser utilizado por Jeová em favor do seu povo. Quando o Senhor nos observa, assim como fez com Gideão embaixo do carvalho, Ele sempre está nos proporcionando a oportunidade de experimentar a ação integral de sua Graça, que nos regenera, isto é, nos faz nascer de novo, nos renova fazendo de nós novas criaturas e restaura-nos devolvendo à comunhão com Deus.
Em alguns momentos, todo e qualquer indivíduo pode desenvolver um ou outro sintoma de complexo de inferioridade, há casos em que nos deparamos com situações as quais pensamos que estão acima de nossa capacidade. seja física, emocional ou financeira: no entanto, a Graça de Deus é, indubitavelmente, suficiente para nos fortalecer a ponto de nos tornar capazes de enfrentar todas as lutas.

OBJETIVO
► Apresentar o caminho para a cura.

3. O caminho para curar-se do complexo de inferioridade
Assim como outras enfermidades da alma, o complexo de inferioridade também pode não desaparecer com a conversão ao evangelho. No entanto a busca pela presença de Deus pode se tornar uma arma poderosa associada a tratamentos terapêuticos em direção à cura. Ao experimentar a Graça, passa-se por processo total de limpeza que abrange o espírito a alma e o corpo.

3.1. Como se vê o indivíduo que sofre com esse problema
Gideão se colocou como inapto para realização do grande projeto que Jeová tinha para Israel. Primeiramente apresentou a sua condição social, menor dentre a família mais pobre da tribo de Manasses (Jz 6.15), em seguida, exigiu que o Anjo do Senhor lhe desse sinais de que era realmente quem dizia ser (Jz 6.17). Pessoas com complexo de inferioridade tendem a desconfiar de tudo e de todos, diante de suas incapacidades, forjam uma imagem distorcida em relação aos outros, semelhante a que forma de si próprio. “Como imaginou a sua alma assim é” (Pv 23.7).

3.2. Ação do complexo de inferioridade na personalidade
A atitude de Gideão em relação ao Anjo do Senhor pondo-o a prova deixa claro a falha produzida pelo complexo de inferioridade em sua personalidade. Alfred Adler apresenta em seus estudos o termo arrogância compensatória que leva o indivíduo a desconfiar da capacidade de outros em realizarem determinadas tarefas que eles não podem realizar. Diante de todos os seus pedidos atendidos, Gideão partiu para a nova etapa do projeto de Deus, a escolha de seu exército. O fato de sofrer por anos pela perseguição dos inimigos, mais uma vez, leva Gideão a crer que seria necessário um grande número de homens para que pudesse vencer. O complexo de inferioridade produz o que Adler chama de “o protesto masculino” que é uma luta interior para combater a dependência emocional, construir autonomia e obter a superioridade. Ao reunir um grande número de homens, Gideão creu que seria superior aos seus inimigos.

3.3. Como Deus age nos casos de complexo de inferioridade
Na história de Gideão vemos que Deus queria não só livrar o povo da opressão dos povos vizinhos, mas mostrar também que, com Ele no comando, não existe complexo de inferioridade que possa derrotar os seus servos, visto que o maior inimigo que o homem pode ter é ele mesmo, sendo assim, provou que, com apenas trezentos homens, pode-se vencer uma multidão. Certa vez, ouvi alguém dizer “um mais Deus é sempre a maioria”. Quando alguém se acha incapaz para realizar algo grandioso na obra de Deus e acha Graça aos seus olhos, o Senhor o capacita jogando por terra todo complexo que possa servir de impedimento para realização do seu projeto.

Conclusão
O menor no povo de Deus é o maior (Lc 7.28c); o Senhor, quando nos olha, não vê o que somos, mas o que podemos vir a ser. O complexo de inferioridade não é e nunca será suficientemente grande diante da grandiosidade do poder de Deus na vida de seu servo, logo podemos concluir que, mesmo que pensemos que não alcançaremos êxitos em nossos projetos ou nos projetos de Deus para nós, o Espírito do Senhor nos levará a vitória (2Co 12.10).

QUESTIONÁRIO

1. Como o pessimista vê a vida?
R. Embaçada, como se estivesse sempre em dias nublados.
2. O que acontece com indivíduos que não valorizam o presente?
R. Desenvolvem um imenso vazio existencial.
3. Por que Gideão se considerava incapaz?
R. Porque se achava o menor entre os menores (Jz 6.15).
4. O que fazia com que o povo de Israel se sentisse inferior?
R. O empobrecimento pela opressão dos inimigos (Jz 6.6).
5. No complexo de inferioridade, qual é o maior inimigo do homem?
R. Ele mesmo.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas.