Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Madureira - Campo de Goiatuba - GO Congregação de Bom Jesus de Goiás - GO Avenida Joviânia QD.02 Lt. 13, Bairro Dona Eleontina Pastor Presidente: Valdivino Rodrigues da Luz / Pastor Dirigente: Eduardo Messias
Assembléia de Deus de Bom Jesus de Goiás
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domingo, 31 de maio de 2015
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Eliseu e o milagre do machado flutuante
“Eliseu e o milagre do machado
flutuante”
LIÇÃO 10 – 07 DE dezembro DE 2014
“Eliseu
e o milagre do machado flutuante”
TEXTO AUREO
“Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que
nós não podemos compreender” Jó 37.5
VERDADE APLICADA
Por mais simples que seja um milagre, ele pode ser capaz de produzir
profundas e inesquecíveis lições em nossas vidas, inclusive, nos despertar para
outros ainda maiores.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
► Mostrar que a vida não é um mar de rosas, e que é imprescindível o
caminhar com o Senhor;
► Ensinar aos
alunos alguns passos para se recuperar aquilo que se perdeu;
► Estimar o
valor da salvação que nos foi outorgada por Cristo no Calvário.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
II Reis 6:1 – E
DISSERAM os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos
diante da tua face, nos é estreito.
II Reis 6:2 – Vamos,
pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali
um lugar para habitar. E disse ele: Ide.
II Reis 6:3 – E
disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.
II Reis 6:4 – E foi com eles; e, chegando eles
ao Jordão, cortaram madeira.
II Reis 6:5 – E sucedeu que, derrubando um
deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele
era emprestado.
II Reis 6:6 – E disse o homem de Deus: Onde
caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar
o ferro. Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era
Elcana, filho de Jeroão, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de
Zufe, efrateu.
Introdução
Fazer o ferro do machado flutuar parece ter sido um milagre muito
simples, todavia, mesmo sendo um milagre não muito chamativo, sua essência é
muito poderosa, pois traz consigo imprescindíveis lições espirituais para as
nossas vidas.
OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 1
► Mostrar que a vida não é um mar de rosas, e que é imprescindível o
caminhar com o Senhor;
1. A
importância da presença de Deus.
Elias havia estabelecido uma escola de profetas em Jericó, e Eliseu deu seguimento,
a escola cresceu e o lugar ficou pequeno (2Rs 6.1). Com o desejo de melhora, os
jovens aprendizes, discípulos dos profetas, resolveram ir até o Jordão cortar madeira,
onde ocorreu o incidente e o milagre. Destacaremos três coisas fundamentais nesse
primeiro ponto:
1.1. O
desejo de crescer;
O lugar em que Eliseu ensinava aos jovens profetas estava pequeno para a
quantidade de alunos que possuía e um deles sugeriu que fosse ao Jordão com
eles, pois cortariam madeira para ampliar o local. Enquanto trabalhavam o ferro
do machado de um deles acidentalmente se soltou do cabo, e afundou nas
profundas águas do rio. O grande problema aqui não foi perder a haste do
manchado, mas porque era emprestado (2Rs 6.5). O desejo de crescer é comum a
todos nós, porém, precisamos estar cientes que nem sempre as coisas sairão como
pensamos, porque estamos sujeitos a imprevistos e acidentes de percurso. Quando
o ferro foi perdido, eles não mergulharam na água, nem criaram uma estratégia para
recuperá-lo, eles se dirigiram a quem podia resolver (2Rs 2.21; 4.2-7,34 e 41)
Poderíamos agir assim também na hora de nossos desesperos!
Explique
aos seus alunos que naquele tempo essa ferramenta era caríssima, tratava-se de
uma peça forjada no fogo e nem todos poderiam comprar. Como eles eram jovens e
sem recursos, o desesperou tomou conta do jovem aprendiz. Nessa época se uma
pessoa não pudesse pagar uma dívida era levado como mão de obra escrava até que
a dívida fosse sanada (2Rs 4.1).
1.2. A
presença do profeta e sua importância;
A presença de Eliseu entre os jovens tipifica a presença do Senhor em nosso
meio. Quando a ideia foi autorizada por Elizeu, eles não saíram sem antes
assegurarem-se que Eliseu iria com eles ao local (2Rs 6.3). Isso significa que
esse empreendimento iria contar coma presença Divina a cada passo do caminho. Com
o passar dos tempos muitos cristãos se apartar4amd esse tipo de relação tão necessária
e indispensável à caminhada por esta vida. Se agíssemos como esses Jovens não erraríamos
tanto. Não perderíamos tanto tempo para acertar. Gastamos quase uma vida
inteira para chegar a uma coisa que se estivéssemos conectados a Deus, não passaríamos
por tantas decepções e tantas incertezas. Deus tem o sobrenatural, precisamos
caminhar juntos a Ele (Sl 77.11,14; Jr 33.3).
1.3. A
atitude que precedeu o milagre;
Precisamos aprender a conviver com o sobrenatural, Deus opera de forma imprevisível.
Um Evangelho que não manifesta o sobrenatural em nada difere das demais
religiões. Eles primeiro chamaram a companhia do Senhor, e depois clamara a
Ele. Eles não ficaram criando meios de produzir um milagre, se dirigiram a quem
vivia cotidianamente com Eles, Eles buscaram a saída correta para aquele
momento de pavor. Devemos entender que Deus não se move dentro da lógica, da
física, matemática, e demais regras de sabedoria humana. Sabemos que para Ele
não existe impossíveis (Gn 18.14a; Lc 1.37). Embora fosse possível tentar
recuperar o ferro submerso, eles recorreram ao sobrenatural.
Quando as dificuldades surgem
no caminho que o Senhor nos autorizou a caminhar, devemos recorre a Ele em
primeira instância, em vez, em vez de ficar tentando encontrar um meio de
resolver. Deus deseja fazer flutuar aquilo que perdemos na profundeza do rio. Quando,
para nós, resolver o problema parece ser impossível, o nosso primeiro impulso
deve ser consulta-lo acerca de como iremos recuperar.
► Ensinar aos
alunos alguns passos para se recuperar aquilo que se perdeu;
2. RECUPERANDO
O QUE SE PERDEU:
Para que serviria um cabo sem a haste do machado? Apenas como lembrança
de que um dia aquele cabo e aquela haste eram eficientes. Porém, somente unidos
é que poderiam ser o que eram. Um cabo sem a haste não corta, assim como uma
pessoa natural nada pode produzir na esfera sobrenatural. Vejamos algumas
lições da recuperação:
2.1. Onde
caiu?
A perguntas de Eliseu é muito prática. Como podemos recuperar algo que
não sabemos onde pode estar? Geralmente, quando esquecemos um documento
importante ou algo de valor e não sabemos onde encontrar o que fazemos? Paramos,
respiramos, e tentamos recapitular cada passo dado durante o dia, é como se
voltássemos no tempo (Ap 2.5ª). No mundo espiritual também é assim. Temos que
lembra onde tudo começou a dar errado, onde a porta foi aberta par ao inimigo
cirandar em nossas, onde lhe demos legalidade. Se um mal nos advém, não vem sem
causa (Pv 26.2). Jesus perguntou ao pai do lunático desde quando aquilo
acontecia (Mc 9.21) tudo na vida tem um começa, nada na vida é sem resposta. Dificilmente
não sabemos onde caiu nosso machado.
Quantos casamentos dissolvidos porque
não houve a coragem de dizer: eu errei naquele dia; quantas oportunidades
jogadas fora por não reconhecer que poderíamos ter agido diferente; quantos
ministérios no fundo do rio por querer ser senhor em vez de servo (Pv 18.12. Muitas
pessoas vivem a se esconder da verdade, por isso, não recuperam o que foi
perdido.
2.2. Reconhecer
o valor é fundamental para a busca;
O jovem sabia o valor daquele pequeno ferro do machado. Ele valia sua
liberdade, seu futuro como profeta. Ele sabia o que estava em jogo, não era
apena uma pequena haste de ferro, era uma ferramenta valiosa, mesmo sendo simples.
Assim também é a vida cristã! Por menor que seja a ferramenta que o Senhor
colocou em nossas mãos devemos valorizá-la. Perder o talento é algo muito
sério, compromete a liberdade (a salvação). Por causa de uma moeda a mulher revirou
a casa inteira. Ela ainda tinha nove, mas essa era fundamental, ela sabia seu
valor (Lc 15.8). Em nossos dias muitos não estão perdendo somente a ferramenta,
mas afundando juntamente com elas no rio (Ap 2.5)
2.3. Estende
a tua mão;
“E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe
ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro e disse:
levanta-o. então ele estende sua mão e o tomou” (2Rs 6.6-7). Assim como Eliseu
o Senhor deseja também nos devolver a ferramenta perdida. Basta apenas que
sejamos sinceros e digamos onde caiu. O profeta cortou uma madeira para que o
ferro pudesse levantar-se, de igual maneira, Cristo por sua morte no madeiro,
foi a madeira cortada e lançada no mar da humanidade para que seus servos possam
erguerem-se. Poucos entende a importância desse ferro, ele custou a própria
vida do Filho de Deus, que foi sacrificada para que pudéssemos nos reconciliar
com o Pai Celestial (Cl 1.13; 2.13-14).
O tempo pode nos tornar
religiosos e rotineiros. Com o passar dos anos podemos minguar na verdade, e no
poder da mensagem. É bom estarmos atentos, porque nossa ferramenta não está
isenta de esbarrar em duros obstáculos e se perder no rio.
OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 3
► Estimar o
valor da salvação que nos foi outorgada por Cristo no Calvário.
3. AS LIÇÕES DE UM MACHADO FLUTUANTE
Eliseu era um homem simples, um profeta
que se identificava com as pessoas. Como mestre ele não somente ensinava, mas
apresentava de forma nítida o poder do Senhor a seus alunos. O milagre parece
simples a priori, mas é recheado de profundas verdades espirituais.
3.1. Corpo
sem cabeça;
O
maior problema de Jesus antes de sua morte e ressureição residia em não possuir
um lugar para reclinar sua cabeça (Mt 8.18-20). Jesus tinha residência física nesse
tempo, ele não tinha residência espiritual. Ele sabia que uma cabeça sem corpo
fica sem governo. Se traçarmos um paralelo veremos que o ferro representa a
cabeça do machado, e a madeira o seu corpo. Lucas destaca claramente esse
paralelo: Lucas 19:10 “Porque o Filho do
homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”. Observe que não e “quem” (pessoas),
mas “oque” (algo). Quando Adão pecou não perder só a comunhão com o criador,
ele perdeu também o governo da humanidade. Por isso, Jesus veio ao mundo, e a
salvação engloba tanto a vida humana quanto a uma posição de governo na esfera espiritual;
(Mt 28.18; Ef 1.22-23; 2.1-6).
O peso específico do ferro e 7.84
vezes mais pesado do que o peso da água. O milagre desfiou a força da
gravidade. Nosso Deus não está preso as forças da natureza. Fazer o ferro
flutuar é colocar num nível acima, e sobrepõe um sistema. Jesus é a cabeça que
se ergueu no mundo para sanar os problemas da humanidade.
3.2. O
trabalho humano;
Quando o ferro do machado já flutuava e estava visível, Eliseu disse ao discípulo
que com ele estava: “levanta-o então ele estendeu a sua mão e o tomou” (2Rs
6.7). Esta sincera conclusão do relato nos recorda que em todo o milagre existe
uma função Divina e outra humana. Existem coisas que para nós são impossíveis realizar,
das quais Deus se encarrega de fazer. Quando o ferro já estava visível, a
responsabilidade de extraí-lo da agua já não era mais de Deus, e nem tampouco
de Eliseu. Era algo que o discípulo podia e devia fazer. A regra é clara: Deus
não fará por nós, aquilo que nos mesmos devemos fazer (Pv. 6.6-11). Ficaremos prostrados
após a queda ou levantaremos?
3.3. O
precioso resgate;
Trazendo
esse relato para os nossos dias, podemos afirmar com toda a convicção que a
graça de Deus pode e levantar um coração duro e frio como o ferro. O Jordão nesse
tempo era muito profundo em relação aos nossos dias. Hoje ele comporta apenas
dez por cento do que possuía na antiguidade. O ferro flutuou de águas muito
profundas e escuras. Do mesmo modo, Deus pode fazer emergir um pecador da mais
profunda escuridão do pecado, pode elevar seus afetos para se interessar pelas
coisas de cima, onde Cristo está assentado, e conduzi-lo a uma profunda
satisfação e uma gloriosa esperança (1Pe 1.3; 2Pe 1.3-8).
Éramos milhões e milhões de seres
humanos submersos em delitos e pecados. Mas nosso Senhor, o grande Salvador,
nos ergueu, nos fez emergir, e nos colocou assentados juntamente com Ele nas
regiões celestiais (Ef 2.6). Ele nos tirou de um abismo de horror (harpa cristã
435).
Conclusão
A madeira foi lançada ao mar para que o ferro pudesse ser recuperado.
Cristo já fez a Sua parte, agora cabe a cada um de nós estendermos as mãos e
tomarmos posse desta tão grande salvação que nos foi outorgada por Seu
sacrifício vicário (Hb 2.3).
QUESTIONÁRIO
1. Quem eram
os jovens que Eliseu seguiu até o Jordão?
R: Os filhos
dos profetas (2Rs 6.1).
2. Qual o
desejo desses Jovens?
R: Ampliar o
lugar, crescer (2Rs 6.1.2);
3. O que
representa na lição a presença de Eliseu?
R: A
presença do Senhor nas nossas vidas (2Rs6.1-7);
4. Qual a
tipologia da madeira lançada no rio?
R: Cristo se lançando para nos
salvar (Lc 19.10).
5. Qual a
nossa responsabilidade diante do rio?
R: Fazer a
nossa parte estendendo a mão. (Hb 2.3).
REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2014, ano 24 nº 93 – Jovens e Adultos -
“Dominical” Professor – Milagres
do Antigo Testamento – Compreendendo o cuidado divino através das intervenções
milagrosas na história do seu povo.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
O milagre da cura de Naamã!
O milagre da cura
de Naamã
LIÇÃO 9 – 30 de Novembro de 2014
O milagre da cura de Naamã!
TEXTO AUREO
“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum
deles foi purificado, senão Naamã, o siro”. (Lc 4.27).
VERDADE APLICADA
Assim como um médico prescreve uma receita para a cura de um paciente, o
nosso Deus indica a maneira correta de alcançarmos o sobrenatural em nossas
vidas..
OBJETIVOS DA LIÇÃO
► Especificar
o tipo de lepra de Naamã, quem era, e como foi influenciado a buscar a cura;
► Revela
como foi o tratamento utilizado por Deus para a quebra de seu orgulho;
► Ensinar
lições práticas acerca da cura de Naamã.
GLOSSÁRIO
► Segregar: Estar à margem de;
► Copiosamente: Abundantemente;
► Endossar: O mesmo que garantir.
HINOS SUGERIDOS
► 20, 39, 360.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
2Rs 5.1 – E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era uma grande homem
diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o Senhor dera
livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.
2Rs 5.9 – Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou
à porta da casa de Eliseu.
2Rs 5.10 – Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te
sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
2Rs 5.13 – Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram:
Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias?
Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.
LEITURAS COMPLEMENTARES:
|
Segunda
|
Terça
|
Quarta
|
|
Jr 17.14
|
Pv 16.18
|
Sl
119.37
|
|
Quita
|
Sexta
|
Sábado
|
|
Jr 18.6
|
Pv 28.13
|
2Rs 5.14
|
Introdução
A cura de Naamã apresenta inúmeras lições que principiam no orgulho
humano e se estendem até o profético. Todos os milagres registrados tem um fundamente,
eles não aconteceram de fora despropositada, pois Deus jamais realiza algo sem
propósito (Rm 15.4).
OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 1
► Especificar
o tipo de lepra de Naamã, quem era, e como foi influenciado a buscar a cura;
1. Naamã o
vencedor vencido:
Deus usou muitos agentes para efetuar a conversão de Naamã, de um homem
orgulhoso e autossuficiente, em um homem crente, humilde, e reverente (1Rs
5.15-18). A Bíblia o descreve como um homem respeitado, homem pelo qual o
senhor dera livramento aos sírios (1Rs 5.1).
1.1. Campeão
por fora leproso por dentro;
Naamã era um homem de poder, uma figura de destaque na nação e temido
pelos inimigos (2Rs 5.1), Só havia um problema: era portador de lepra, uma
doença incurável, fazia desse vencedor um homem derrotado. Naamã era um
vencedor vencido por uma doença. Duas coisas nos chamam atenção com respeito a
Naamã: a primeira é que sua lepra não era igual a que Deus emprega para
disciplinar seu povo (Nm 12.9-15), ou como a lepra que conhecemos
cientificamente, porque sua lepra não era daquele tipo que o segregava da
sociedade. Ele vivia em família, e com toda a sociedade; a segunda é que Jesus
afirmou que havia muitos leprosos em Israel, mas somente Naamã foi curado o que
nos faz acreditar que Deus tinha um propósito especial na realização desse
milagre (Lc 4.27).
Naamã tipifica aquelas pessoas que resolvem os problemas externos com
grande facilidade, mas aqueles internamente sofrem copiosamente. Pessoas que
por fora ostentam ser indestrutíveis, mas quando chegam a suas casas e tiram a
roupagem de heróis, sabem perfeitamente que a derrota é sua fiel companheira.
Pessoas que para muitos são a solução, mas que esperam desesperadamente o fim
de suas provações.
1.2. General,
mas orientado por uma menina anônima;
A Bíblia nos mostra que havia em as casa uma menina sem nome, porém,
muito importante para a sua vida, a qual foi trazida cativa da terra de Israel
por suas tropas (2Rs 5.2). Vendo seu estado e preocupando-se com seu bem estar,
a menina comunica à esposa do general que seu marido poderia ser restaurado se
estivesse diante do profeta que estava em Samaria. A palavra dessa menina
trouxe entusiasmo, lhe deu a notícia. Com as esperanças renovadas, Naamã fez
saber a seu rei, o qual escreve uma carta ao rei de Israel e entrega provisões
a seu valoroso general (2Rs 5.4-6). O que mais nos alegra nessa menina sem nome
é que a lepra de Naamã não tem força sobre ela, mas sua compaixão é quem
influência a vida de Naamã. Não é necessário termos nome ou fama para
realizarmos algo grandioso (Is 53.2-4)
1.3. General,
Mas auxiliado por uma mulher especial;
Naamã era um homem bom, cercado de pessoas que primava por seu bem
estar. Poderíamos afirmar que sua esposa era uma mulher muito especial. Como
deve ser a vida de uma esposa que tem um marido nessas condições? Esse tipo de
doença cheira mal, e somente com uma gigantesca paciência que excede os limites
de nossos tempos é que um relacionamento com esse perdura. O milagre do corpo
de Naamã é poderoso, mas o de seu casamento é de surpreender. Por muito menos
que isso os casamentos de hoje se dissolvem. Essa mulher tem uma forte lição para
os matrimônios de nossos dias, pois por simples vaidade, as pessoas abandonam
tanto a juramento quanto a benção dada por Deus.
A mulher de Naamã e outra mulher sem nome, mas com uma qualidade de
poucas no universo. Assim como a menina escrava, e seus próprios servos (2Rs
5.13). Cada uma dessas pessoas atua no milagre de sua vida de forma particular,
mostrando que sua maior vitória era o companheiro daqueles que lhes eram
familiares.
► Revela
como foi o tratamento utilizado por Deus para a quebra de seu orgulho;
2. Naamã
e profeta Eliseu:
O último agente usado para Deus para cura de Naamã foi profeta Eliseu,
que tanto ignorou sua presença quando seus presentes. Eliseu resolveu o
problema com uma receita sete mergulhos para quebrar o orgulho
2.1. A
comitiva e a decepção;
Naamã era um homem orgulhoso como mostraram estas observações:
1) Ele veio à casa de Eliseu esperando ser recebido com toda a popa
compatível com sua posição (2Rs 5.9);
2) “a ter contigo” é uma posição enfática significando a uma pessoa como eu
(2Rs 5.11);
3) “certamente” (ARC, BJ; NVI, “eu estava certo de que ele sairia”) uma
tradução do infinitivo absoluto hebraico “sairia” também enfatiza o fato de que
Naamã considerava dever de Eliseu ir até ele, por ser socialmente inferior;
4) Sua recusa em executar o plano diferente do que ele idealizara (2Rs
5.11-12). A maior decepção de Naamã foi receber apenas a receita para a cura,
pois o profeta sequer o recebeu.
Elizeu deixou Naamã em maus lençóis, pois sou se submetia ao tratamento,
ou retornava do mesmo jeito. Eliseu deixou claro também que seu ministério não
poderia ser comprado, fator muito comum nos ministérios de nossos dias.
2.2. Tratamento
de choque no orgulho;
“não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que
todas as águas de Israel”? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? “E
voltou-se, e se foi com indignação” (2Rs 5.12). Ao dirigir-se ao profeta
Eliseu, Naamã trouxe ouro e prata, símbolos de sua riqueza pessoal; dez mudas
de vestes festivas caríssimas, símbolos de seu fino gosto; uma carta de
recomendação do rei da Síria, símbolo do seu prestígio. Naamã pensava que
Eliseu se comoveria com sua apresentação. Porém, o que mais chamou atenção do
profeta foram seu orgulho e sua altivez. O orgulho de Naamã ofuscou sua doença,
e o Jordão, embora fosse uma afronta, era o lugar de seu milagre. Toda humilhação
Divina culmina em grande exaltação (Pv 18.12)
2.3. Ele
desceu (2Rs 5.14);
A imposição Divina de humilhar Naamã tinha um propósito definido:
revelar-se a ele. A cura alcançada por Naamã restaurou tanto seu corpo físico
quanto sua alma orgulhosa. O texto é claro quando diz: ”ele desceu, mergulhou”
(2Rs 5.14). até que ponto ele desceu? Teve que se despir e mostrar a todos quem
realmente. Esse é o clássico exemplo de uma genuína conversão, despir-se publicamente, crendo que a remissão esta na
palavra de salvação. Quando desceu, seu orgulho deu lugar a humildade, mas
quando mergulhou, sua visão acerca das coisas espirituais foi totalmente
aberta, ele descobriu que havia um Deus verdadeiro em todo o mundo, o Deus de
Israel.
Naamã que havia se submetido, a Rimom em busca de um milagre, encontrou
no Deus de Israel muito mais que a cura de seu corpo. Ao retornar diante de Eliseu,
ele oferece sua formatura, não como no primeiro encontro, mas com uma pura
expressão de gratidão pelo que Deus havia realizado em sua vida através do
profeta.
OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 3
► Ensinar
lições práticas acerca da cura de Naamã.
3. As
lições da cura Naamã:
Naamã provou sua fé por seu trabalho; ele creu na Palavra e augiu de acordo com
ela. Apresentava-se diante de Eliseu um novo homem não mais leproso. Agora, um
homem restaurado, humilde, com fé no verdadeiro Deus e acima de tudo agradecido
(2Rs 5.15).
3.1. Chegou
um general retornou um servo!
“E disse Naamã: Se não queres, Dê-se a este teu servo uma carga de terra que
baste para carregar duas mulas; porque nuca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses,
senão ao Senhor (2Rs 5.17). Naamã deu testemunho público do poder do Senhor e
de que Ele é o impressionante como Ele mesmo apresentou como ele mesmo se
apresentou: “esse Teu Servo”. Naamã não somente deixou a sua lepra no Jordão,
deixou também seu orgulho e sua altivez. Naamã sempre fez parte da nobreza, mas
aprendeu coma profeta de Israel que a cura da alma habita nos lugares mais simples
e menos desejados como o Jordão. Um mergulho
como esse faria bem a muitas pessoas em nossos dias.
O trajeto do milagre
de Naamã envolvia despir-se, não somente de suas vestes, mas daquele velho
homem orgulhoso. Todavia, o ponto mais interessante do milagre está no
cumprimento dos mergulhos que representam a perseverança e a fé na palavra profética.
3.2. Um
grande ministério não pode ser comprado;
A atitude honesta do uso dos dons fez com que a palavra de Eliseu fosse autenticada
por Deus. Precisamos ter em mente que o Senhor não mandou Elizeu profetizar
nada a para Naamã, grande parte de suas predições foram sempre assim,
endossadas pelo Senhor (2R2.20-22; 6.6-7;
7.18). Trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro, e
dez vestes festivas coloridas (somente os ricos possuíam), sequer balançaram o
profeta. Eliseu era um homem conectado, inviolável, e que jamais seria capaz de
negociar seu ministério ou bênção de Deus. Eliseu nos ensina que “unção”
representa o selo de uma autoridade, e que homem de Deus deve ser incorruptível,
não misturando o santo com o profano (Fp 2.15)
3.3. Deus
cura quem Ele quer;
“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles
foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lc 4.27). sabemos que o nosso Deus é o
Deus das coisas impossíveis, mas não podemos esquecer que seus milagres têm
sempre uma finalidade. O foco da cura de Naamã estava não somente na quebra de
seu orgulho, mas em como sua salvação se tornou notória a todos. Jesus disse que havia
muitos leprosos, mas somente Naamã foi curado. Isto nos leva a valorizar tudo
aquilo que o Senhor faz em nosso favor. Quantos já desceram a sepultura? Quantos
estão perdidos e sequer sabem o que é sentir o gozo do Espírito Santo? Por
isso, Naamã estava grato, ele sentiu a graça sobre si.
No que diz
respeito aos salvos, será que nossas experiências com Deus têm nos conduzido a grandes
reflexões, ou o tempo passa continuamos com se nada tivesse ocorrido conosco? Será
que não precisamos descer e mergulhar como fez o general?
Conclusão
A arrogância pode
nos fazer enxergar apenas aquilo que nos convém, é nessa hora que precisamos de
um Jordão, um lugar onde realmente não desejamos mergulhar, mas de vital
importância para nos purificar. O importante é que mesmo não querendo Naamã optou por obedecer, e
essa obediência lhe conferiu o milagre mais precioso de sua vida, a cura de seu
corpo e a redenção de sua alma.
QUESTIONÁRIO
1. Como a
Bíblia descreve Naamã?
R: Uma figura de destaque na nação e temido pelos
seus inimigos (2Rs 5.1).
2. Qual a doença
de Naamã?
R: A lepra (2Rs.5.1-14)
3. Qual o profeta Naamã se dirigiu
para ser curado?
R: O profeta Eliseu (2Rs 5.9)
4. Cite
três agentes usados na cura de Naamã?
R: A menina escrava, a esposa de Naamã e seus
servos (2Rs 5.2-4,13).
5. O que
representou para Naamã desceu e mergulhar?
R: Desceu para se tronar humilde, mergulho para
abri ao visão (2Rs 5.14).
8.1-6).
REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
·
Editora Betel 4º
Trimestre de 2014, ano 24 nº 93 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor
– Milagres do Antigo Testamento –
Compreendendo o cuidado divino através das intervenções milagrosas na história
do seu povo.
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